Daniela Mercury abordou a controvérsia em torno da retirada dos nomes de orixás em músicas de Axé, destacando a liberdade de cada um lidar com a situação como preferir.
A cantora, que também é do candomblé, enfatizou a importância da cultura negra e das religiões de matriz africana para a música baiana. Ela manifestou seu respeito e amor pelos orixás, fundamentais em sua cidade.
“Eu pertenço ao Gantois, sou católica de candomblé, e desde criança tenho essa paixão pelos orixás. Eles fazem parte do meu repertório, pois a presença desses santos que dançam é maravilhosa. A arte sempre esteve ligada às raízes culturais, desde o início da minha carreira, com o samba. Tudo vem do mesmo lugar, nossas origens e gênese cultural”, declarou.
Para Daniela, é essencial manter esse vínculo com os orixás, algo que ela não pretende abrir mão. “É minha família, minha cultura, e defendo isso com orgulho. Além das minhas crenças, porque sou fundamentalmente uma artista. Quando estou no palco, sou artista”, afirmou.
A cantora evitou polêmicas adicionais e ressaltou que cada pessoa tem o direito de lidar com a questão da maneira que mais lhe convier. “Cada um escolhe sua maneira de lidar com isso. Com liberdade de expressão e coerência na própria vida e história, especialmente na Bahia. Prefiro falar por mim, pois não sei exatamente o que está acontecendo e por quê. Cada um deve explicar e se manifestar”, concluiu.

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