Orçamento, reforma da renda e PEC do BC: as pautas que ficam para 2025

Publicado:

compartilhe esse conteúdo



Após um ano de mudanças na agenda econômica, o governo federal deixou diversas propostas para 2025, incluindo o Orçamento de 2025, a Reforma Tributária, a Reforma da Renda e a Autonomia do Banco Central.

Orçamento de 2025

O Congresso Nacional só concluiu as votações da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 em 2024. Com o recesso legislativo, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 ficou para o próximo ano.

Está previsto que a peça orçamentária de 2025 seja apreciada em fevereiro, após a eleição das próximas Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Como a votação da LOA está pendente, o Poder Executivo pode fazer apenas despesas essenciais ou obrigatórias até o limite previsto no projeto enviado ao Congresso Nacional.

Vale ressaltar que não é a primeira vez que o Congresso atrasa a definição sobre as receitas e despesas da União, com registros de pelo menos 11 casos de adiamento na aprovação da LOA.

Reforma Tributária

O governo conseguiu avançar na regulamentação da reforma tributária sobre o consumo. O texto aprovado unifica cinco impostos vigentes no país e estabelece diretrizes para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual e o Imposto Seletivo.

Embora tenha sido um passo importante, a análise de um segundo texto que regulamenta a reforma tributária foi deixada para 2025.

Reforma da Renda

A reforma da renda só avançará em 2025 e pretende ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física para quem recebe R$ 5 mil por mês, beneficiando 36 milhões de contribuintes a partir de 2026.

O governo ainda não enviou o projeto de reforma de renda devido a uma inconsistência encontrada.

Autonomia do Banco Central

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da autonomia do Banco Central foi adiada para 2025. A proposta visa estabelecer autonomia total para o BC, com mudança apenas no regime jurídico.

A PEC dará poderes de regulação, supervisão e resolução ao BC, podendo fiscalizar e aplicar penalidades sobre instituições sob supervisão.

Com a saída de Roberto Campos Neto da presidência do Banco Central, a PEC deve perder força para avançar no Congresso, pois seu sucessor mostra postura mais contida sobre o assunto.

Desoneração da folha

O Congresso terá que aprovar medidas de compensação para os anos de 2025 a 2027 após o presidente sancionar a lei que prevê o fim gradual da desoneração da folha de pagamento.

A lei mantém a desoneração total em 2024 e estabelece a retomada da tributação a partir de 2025, com alíquota de 5%.

O governo tentou barrar a desoneração da folha, mas as medidas foram mantidas pelo Congresso, representando uma derrota para a equipe econômica em 2024.


Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Dino revoga aposentadoria compulsória para juízes e determina que maior punição será perda de cargo

O ministro do STF Flávio Dino anulou, nesta segunda-feira (16), uma decisão do CNJ que aposentou compulsoriamente um juiz do Tribunal de Justiça...

SSP reformula política interna para combater corrupção das polícias

Meta descrição para SEO: SSP de São Paulo anuncia reformulação do núcleo de políticas internas, com a criação de uma nova equipe da...

Bombeiros são acionados, mas vítima já havia sido retirada das ferragens por concessionária em Itabatã

Mucuri registrou, na noite de sábado, um acidente entre uma Fiat Toro e uma carreta no KM 948 da BR-101, no distrito de...