Governador interino do RJ, desembargador recebe R$ 192 mil em diárias e amplia salário com viagens internacionais

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Resumo: o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, recebeu R$ 192,3 mil em diárias nos primeiros sete meses de 2025, montante que, em alguns períodos, superou o salário mensal estimado em cerca de R$ 45 mil.

Contexto institucional: Couto assumiu interinamente o governo após a renúncia do então governador Cláudio Castro, pré-candidato ao Senado pelo PL. Desde março de 2025, ele exerce a presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e ocupa a quarta posição na linha de sucessão do Palácio Guanabara.

Como as diárias são definidas: as diárias são fixadas pelo próprio TJRJ e podem ser utilizadas conforme a agenda do magistrado. O limite para deslocamentos nacionais é de até R$ 1.394 por dia, enquanto viagens internacionais têm teto de US$ 865 por dia, equivalente a aproximadamente R$ 4.660, dependendo da cotação.

Desempenho financeiro nos meses-chave: os maiores volumes de diárias ocorreram nos meses de junho, agosto, outubro e dezembro. Em junho, Couto recebeu R$ 49,2 mil em diárias, valor superior ao salário daquele período, ainda que tenha feito duas viagens para Brasília e Madrid, resultando em rendimento bruto de cerca de R$ 94 mil.

Detalhes de agosto: em agosto, o desembargador passou mais da metade do mês em deslocamento. Foram oito dias em Portugal, seis dias entre São Luís e Brasília e mais dois dias na capital federal. As diárias somaram R$ 42,6 mil no período, mostrando uma agenda intensa de viagens internacionais e nacionais.

Contexto de linha de sucessão: a composição da estrutura de poder também viu mudanças recentes. O vice-governador Thiago Pampolha assumiu uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Paralelamente, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de vazamento de informações de uma operação para um deputado ligado ao Comando Vermelho.

Reflexões sobre gastos públicos: a soma das diárias de Couto, em um período de transição institucional, reacende o debate sobre o equilíbrio entre cumprir agendas oficiais e manter a transparência orçamentária. A fixação dessas diárias pelo TJRJ, os montantes cobrados por deslocamentos nacionais e internacionais e a relação com o salário mensal do cargo são pontos que merecem escrutínio público e avaliações de políticas de gastos com viagens oficiais.

Opinião dos moradores: como você avalia o uso de diárias por autoridades em momentos de mudança política e de agenda externa intensa? Compartilhe suas ideias nos comentários e indique quais práticas de transparência e controle de custos você considera mais eficaz para a administração pública do estado.

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