Rachadinha na prefeitura: em áudio, homem reclama de não receber valor

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Um áudio vazado revelou um possível esquema de corrupção na prefeitura de Luziânia. Nele, o presidente do diretório municipal do Democracia Cristã, João Carlos Dadalte Júnior, reclama por não ter recebido parte do dinheiro de uma “rachadinha”. O homem nomeou uma mulher para ocupar seu cargo na prefeitura, mas ela se recusou a devolver o salário.

No áudio, João Carlos pede ajuda ao pastor Luiz Antônio Gonçalves Oliveira para recuperar o dinheiro. A mulher, que foi nomeada em seu lugar, não repassou o valor devido. Em outra gravação, João Carlos afirma que um deputado enviará dinheiro para que ele possa pagar o pastor.

O pastor Luiz Antônio relata que a mulher não está repassando o pagamento, o que está impactando suas contas de água, luz e aluguel. Além disso, outro áudio mostra o secretário de Saúde municipal, Divonei Oliveira de Souza, orientando a mulher a não denunciar o esquema de corrupção.

A mulher era supostamente uma “funcionária fantasma”, recebendo um salário da prefeitura, mas trabalhando para o partido político Democracia Cristã. Ela precisava pagar despesas do comitê do partido e repassar o restante do dinheiro a João Carlos.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil de Goiás para investigar o caso. A exoneração da suposta funcionária fantasma ocorreu no final de dezembro devido a irregularidades.

O prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto, negou conhecimento do esquema e se dispôs a colaborar com as investigações. Os demais envolvidos não responderam aos contatos feitos pelo Metrópoles até o momento.

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