MPF aciona Justiça para proteger comunidades quilombolas impactadas por mineração em Nordestina

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação civil pública visando a suspensão das atividades da mina BRAÚNA 3, localizada em Nordestina, Bahia.

A exploração mineral tem causado danos sociais, ambientais e culturais às comunidades quilombolas locais sem a devida consulta prévia, livre e informada pela Liperi Mineração Ltda, empresa responsável pela operação.

O MPF solicitou a condenação da Liperi Mineração ao pagamento de R$ 10 milhões por danos coletivos às 12 comunidades quilombolas afetadas, com a destinação direta do valor em benefício dessas comunidades. Em caso de descumprimento, foi estipulada uma multa diária de R$ 10 mil à empresa.

Segundo o Ministério Público, apesar das licenças ambientais concedidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o processo de licenciamento não respeitou a obrigação de consulta prévia, livre e informada às comunidades impactadas, conforme estabelecido na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mesmo com medida protetiva vigente, acusado agride ex-companheira e é preso pela Polícia Civil de Itamaraju

Itamaraju: A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira, Rodrigo Pacheco de Oliveira,...

Portugal: rodovia que liga Lisboa a Porto desaba em meio à forte chuva

Parte da estrada A1, principal ligação rodoviária entre Lisboa e Porto, desabou na região de Coimbra nesta quarta-feira (11/2) após o rompimento de...

Homem furta materiais elétricos em loja do centro e é preso ao retornar para novo crime em Teixeira de Freitas

Um homem de 29 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Teixeira de Freitas, após furtar ferramentas e materiais elétricos de...