MPF aciona Justiça para proteger comunidades quilombolas impactadas por mineração em Nordestina

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação civil pública visando a suspensão das atividades da mina BRAÚNA 3, localizada em Nordestina, Bahia.

A exploração mineral tem causado danos sociais, ambientais e culturais às comunidades quilombolas locais sem a devida consulta prévia, livre e informada pela Liperi Mineração Ltda, empresa responsável pela operação.

O MPF solicitou a condenação da Liperi Mineração ao pagamento de R$ 10 milhões por danos coletivos às 12 comunidades quilombolas afetadas, com a destinação direta do valor em benefício dessas comunidades. Em caso de descumprimento, foi estipulada uma multa diária de R$ 10 mil à empresa.

Segundo o Ministério Público, apesar das licenças ambientais concedidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o processo de licenciamento não respeitou a obrigação de consulta prévia, livre e informada às comunidades impactadas, conforme estabelecido na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MP-BA apura falhas no canal de atendimento da Uber após denúncia de consumidor

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da 2ª Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital, instaurou investigação para apurar irregularidades na...

Ministro Flávio Dino suspende quebra de sigilos de Lulinha aprovada pela CPI do INSS

O ministro Flávio Dino, do STF, concedeu nesta quarta-feira (4) uma liminar para suspender a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio...

Vorcaro ocultou R$ 2 bilhões na conta do pai em gestora ligada ao PCC

A Polícia Federal aponta novos desdobramentos da operação Compliance Zero envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Vorcaro ocultou de credores e...