Obras do DNOCS na Bahia eram fiscalizadas por porteiro, desenhista e agente agropecuário, diz TCU

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Obras do DNOCS na Bahia eram fiscalizadas por porteiro, desenhista e agente agropecuário, diz TCU

Uma auditoria recente do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou situações alarmantes em relação à fiscalização de obras de pavimentação realizadas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na Bahia. Descobriu-se que a supervisão de algumas dessas obras estava a cargo de apenas quatro servidores, sem formação em engenharia.

O grupo responsável pela fiscalização era composto por um porteiro, um desenhista, um agente de atividades agropecuárias e um agente administrativo. Surpreendentemente, nenhum deles possuía a qualificação técnica necessária para a supervisão das obras. Além disso, esses servidores estavam alocados em municípios distantes, como Itiúba e Salvador, localizados a até 800 km das áreas de execução dos serviços.

A auditoria do TCU analisou dois pregões realizados pela filial baiana do DNOCS para projetos de pavimentação e identificou diversas falhas, como a carência de um corpo técnico especializado e a ineficácia na fiscalização da qualidade dos serviços prestados. O relatório enfatizou a completa “ausência de corpo técnico” na unidade do DNOCS na Bahia, o que impactou negativamente o monitoramento das obras em andamento.

Segundo o relatório, todos os sete contratos firmados a partir das atas de registro de preços analisadas na auditoria tinham os mesmos quatro servidores designados como fiscais. Esses servidores incluíam um agente de portaria, um agente administrativo, um desenhista e um agente de atividades agropecuárias.

Empresas contratadas eram responsáveis pela elaboração de documentos como relatórios fotográficos, diários de obras e planilhas de medição das execuções. No entanto, um ano após o alerta emitido pelo TCU, o DNOCS tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Federal, denominada Operação Overcelan. As autoridades investigam uma possível organização criminosa envolvida em desvios financeiros milionários em contratos com a autarquia. Destaca-se como um dos principais alvos a Allpha Pavimentações, empresa dos irmãos Fabio e Alex Parente, identificados como líderes da organização.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Casal e recém-nascido são mortos em ataque armado no agreste baiano

Triplo homicídio choca Alagoinhas: casal e recém-nascido mortos a tiros. Na madrugada desta quinta-feira, uma residência na Urbis 3, Rua do Catu, em...

Homem é preso durante ação em Morro de São Paulo; acusado jogou arma pela janela

Resumo: Um homem de 49 anos foi preso nesta quarta-feira (20) por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, em Morro...

Coordenador de fiscalização da Sefaz seria um dos presos de operação de sonegação fiscal na Bahia

Uma operação da Força de Trabalho de Combate à Sonegação Fiscal da Bahia, batizada Khalas, foi deflagrada nesta quinta-feira para desmantelar uma macroestrutura...