Haddad diz que queda do dólar e safra devem conter preço dos alimentos

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que a pressão sobre os preços dos alimentos tende a diminuir nos próximos meses devido à redução do dólar e à expectativa de uma safra recorde em 2025. Para Haddad, a queda da moeda americana de R$ 6,10 para R$ 5,80 representa um alívio significativo nesse sentido.

A recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom) alertou para um cenário adverso em relação à inflação dos alimentos no médio prazo. No entanto, Haddad expressou confiança na safra do ano corrente, salientando relatos positivos do setor agrícola: “Estou muito confiante de que a safra deste ano será muito forte e isso certamente contribuirá para amenizar a situação”.

O Copom ressaltou que os preços dos alimentos aumentaram consideravelmente, influenciados pela estiagem do ano anterior e pela elevação nos preços das carnes, afetadas também pelo ciclo pecuário. Haddad enfatizou que com a estabilização de variáveis econômicas como câmbio e inflação, aliada ao esforço do governo e do Congresso em conter gastos no Orçamento, as perspectivas são favoráveis para a economia.

Neste contexto, o Copom projeta que a inflação se manterá acima da meta do Banco Central até junho, o que poderia resultar em um descumprimento da meta de acordo com o novo modelo de metas contínuas. Para Haddad, esse novo modelo flexível permite uma melhor adequação da política monetária pelo BC, possibilitando ajustes mais eficazes diante de cenários desafiadores.

Atualmente, o regime de meta de inflação estabelecido prevê um índice de 3% no acumulado em 12 meses, com bandas de variação de 1,5 p.p. para cima ou para baixo. Persistindo acima do limite superior da banda por mais de 6 meses consecutivos, haverá descumprimento da meta estabelecida.

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