Na Antena 1, Hilton avalia que decisão do STF evitou “vergonha nacional” após afastamento de Adolfo no comando da AL-BA

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O deputado estadual Hilton Coelho (Psol) elogiou a rápida decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o afastamento imediato de Adolfo Menezes (PSD) da presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em entrevista ao programa Linha de Frente, apresentado por Pablo Reis, Hilton avaliou que a medida tomada pelo ministro Gilmar Mendes foi fundamental ao evitar o que seria uma “vergonha nacional”.

Hilton foi o responsável pelo mandado de segurança que solicitou o impedimento de Adolfo Menezes da presidência da AL-BA. O documento foi encaminhado ao STF na semana passada, logo após a eleição que confirmou a permanência do deputado do PSD como presidente da Assembleia.

“O STF teve a sensibilidade de destacar que é extremamente desmoralizante para a Bahia e para todo o país ter uma presidência ilegítima que se prolonga diante de um STF que foi consultado. Nosso mandato informou ao STF o que estava acontecendo na Bahia, apresentamos uma reclamação constitucional e, ao meu ver, o ministro Gilmar Mendes entendeu prontamente a gravidade da situação. A posição do STF foi positiva para a Bahia, assegurando que a casa legislativa não continuasse desempenhando um papel que seria uma vergonha nacional”, afirmou o deputado.

Hilton também falou sobre uma declaração de Adolfo Menezes, que o rotulou de “radical” após ser barrado de permanecer na presidência da AL-BA. Segundo Hilton, ele buscou dialogar com os demais deputados da Casa para expor a “ilegalidade” na permanência de Adolfo no comando da Assembleia. No entanto, segundo ele, seus colegas de parlamento concordaram com a recondução do parlamentar do PSD ao cargo.

“Acredito que somos tão radicais quanto à interpretação de que neste país não é aceitável que indivíduos se estabeleçam no poder de forma indefinida. Isso era o que estava prestes a ocorrer na Assembleia Legislativa, imersa em uma ilegalidade flagrante. Demonstramos isso à Assembleia, mas, infelizmente, Adolfo Menezes não estava só. Os outros 61 deputados e deputadas, ou seja, todos e seus respectivos partidos, respaldaram a posição dele. No entanto, ficou claro que ela não poderia prevalecer”, respondeu Hilton a Pablo Reis.

Nesta segunda-feira, o STF decidiu afastar Adolfo Menezes da presidência da AL-BA. Na decisão, Gilmar Mendes, relator do caso, utilizou como argumento o Marco Temporal estabelecido pelo Supremo em 2021, que veda a recondução de presidentes das Assembleias Legislativas ao cargo na mesma legislatura. No caso, Adolfo estaria indo para seu terceiro mandato consecutivo, sendo eleito primeiro em 2021, depois em 2023 e agora em 2025.

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