China se opõe à ideia de ‘deslocamento forçado’ dos moradores de Gaza, proposta por Trump

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A China rejeita proposta de ‘deslocamento forçado’ dos moradores de Gaza, sugerida por Trump

A China manifestou sua oposição ao “deslocamento forçado” da população de Gaza em resposta à sugestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de esvaziar a região de seus habitantes para realocá-los em outros países. “Gaza pertence aos palestinos e é parte indivisível do território palestino”, declarou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

“Nós nos opomos veementemente ao deslocamento forçado dos habitantes de Gaza”, enfatizou o porta-voz. Gaza, devastada por mais de 15 meses de conflitos entre o movimento islamita Hamas, que controla o território, e Israel, encontra-se no cerne dessa controvérsia. O presidente americano surpreendeu a comunidade internacional na semana passada ao sugerir, durante o encontro com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que os Estados Unidos assumam o controle de Gaza e que seus moradores sejam reassentados em países adjacentes, como Egito e Jordânia.

Na terça-feira, Trump reiterou sua proposta ao receber o rei da Jordânia em Washington, reafirmando seu desejo de colocar a Faixa “sob administração dos EUA”. Tanto Jordânia quanto Egito se opuseram firmemente ao deslocamento da população de Gaza. O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, classificou a ideia como “inadmissível”.

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