Delação de Gritizbach: policiais civis são indiciados por elo com PCC

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São Paulo — A investigação da Polícia Federal (PF) resultou no indiciamento do delegado Fábio Baena e do investigador Eduardo Monteiro, juntamente com outras 12 pessoas, incluindo três policiais civis, por conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A defesa de Baena e Monteiro, liderada por Daniel Bialski, contestou a decisão das autoridades, afirmando que não foram consideradas as provas solicitadas que refutariam as acusações. Eles alegam que o indiciamento foi genérico, sem evidências individuais de crimes.

Os advogados aguardarão a decisão judicial sobre o caso.

Prisões e Revelações

Baena e Monteiro foram presos em 17 de dezembro, após a delação de Vinícius Gritzbach, conhecido como informante do PCC. Gritzbach relatou que, durante sua prisão, Monteiro mencionou contatos com a “Sintonia dos 14”, segmento do PCC responsável pela coordenação em diversas regiões.

As investigações mostram que o investigador-chefe estava em comunicação direta com a liderança da facção criminosa. Além disso, Monteiro teria compartilhado um vídeo com Gritzbach que mostrava a execução de um indivíduo ligado ao assassinato de “Cara Preta” e “Sem Sangue”.

Em outra frente, promotores apontaram que Monteiro, sobrinho da corregedora geral, não temia investigações internas, insinuando influência sobre possíveis apurações de infrações.

Por sua vez, Baena, lotado na Delegacia de Homicídios, foi mencionado na delação de Gritzbach. Áudios e informações entregues demonstraram irregularidades cometidas por Baena e sua equipe, incluindo Rogerinho e Eduardo Monteiro, alegando vício no processo criminal.

“Áudios comprovam ilicitudes e arbitrariedades de Fabio Baena e toda sua equipe, como Rogerinho, Eduardo Monteiro e outros, viciando toda a instrução processual”, afirma a proposta de delação.

Gritzbach também forneceu informações sobre empresas utilizadas pelos policiais para, supostamente, lavar dinheiro de propinas.

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