A tecnologia, com suas múltiplas faces, pode ser utilizada de maneira prejudicial tanto para indivíduos quanto para instituições públicas e privadas. Recentemente, a Polícia Federal do Brasil tem investigado o uso, por hackers brasileiros, de uma ferramenta fornecida por um dos principais grupos de cibercriminosos do mundo, visando invadir sistemas de entidades públicas, como o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
A grande maioria da população brasileira ainda desconhece o universo cibernético obscuro da dark web, que consiste em sites ocultos na internet acessíveis apenas por meio de navegadores específicos. É nesse ambiente de anonimato que atividades criminosas como tráfico de drogas e de pessoas são realizadas.
É nesse contexto da dark web que surge o crime de comércio ilegal de dados, envolvendo a venda de informações pessoais roubadas. Em mercados online sem regulamentação, indivíduos disponibilizam dados valiosos, como números de cartões de crédito, informações bancárias e senhas.
A comercialização de dados pessoais está associada a diversos crimes cibernéticos, tais como roubo de identidade e fraudes financeiras. No entanto, essas atividades ilícitas frequentemente não são rastreadas devido ao ambiente de anonimato proporcionado pela dark web.
Os usuários da internet precisam adotar medidas de segurança no ambiente digital, como o uso de senhas robustas e exclusivas, autenticação de dois fatores em redes sociais, monitoramento regular de atividades não reconhecidas em contas financeiras e cautela com links e anexos de e-mail, entre outras precauções.

Facebook Comments