Tribunal planeja gastar meio milhão em iPhones 16 para desembargadores

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) anunciou a intenção de adquirir 50 smartphones iPhone 16 Pro Max para uso dos desembargadores, em um investimento total estimado em R$ 573.399,50, representando cerca de R$ 11.467,99 por aparelho.

A justificativa para essa aquisição está pautada na necessidade de modernizar a comunicação e padronizar os dispositivos utilizados no ambiente institucional. No entanto, a decisão gerou debates, sobretudo por se tratar do Maranhão, estado com o segundo menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, onde a conectividade ainda é um desafio para grande parte da população.

O processo de aquisição dos iPhones será conduzido por um Pregão Eletrônico, com critério de menor preço. Os smartphones, conforme o edital, deverão atender a especificações técnicas como tela de 6,9 polegadas, câmeras de até 48 MP, 8GB de RAM e 256GB de armazenamento. Além disso, o fornecedor deverá ter um programa de reciclagem dos aparelhos e acessórios, seguindo as normas ambientais estabelecidas.

A compra dos dispositivos será custeada pela Diretoria de Informática do Tribunal, dentro do orçamento destinado à modernização do Judiciário. O TJMA salientou que a licitação não implica em uma aquisição imediata; ela apenas assegura a possibilidade de compra futura conforme a necessidade.

O tribunal defendeu a escolha do iPhone 16 Pro Max com base em critérios técnicos que contemplam a compatibilidade com os sistemas institucionais, a garantia de mobilidade e produtividade aos magistrados, a performance avançada para videoconferências e transmissões ao vivo de audiências, além da durabilidade e segurança para os dados sensíveis do Judiciário.

Outro ponto levantado pelo TJMA é a possibilidade de os aparelhos serem utilizados pelas assessorias de comunicação, substituindo o uso de celulares pessoais dos servidores para filmagens e coberturas institucionais.

O tribunal destacou que a licitação atende às normas da Lei nº 14.133/2021, que regulamenta as contratações públicas, e que os valores estão previstos no orçamento do Fundo do Judiciário (FERJ), sem acarretar impactos adicionais às contas públicas.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Nunes aciona plano de contingência após tumulto em megablocos de SP

Meta descrição: A Polícia Militar de São Paulo orientou moradores, foliões e motoristas a evitar a região da Rua da Consolação, no Centro,...

Deputados apresentam projeto para impedir que Suzane von Richthofen seja inventariante da fortuna do tio

Uma decisão da Justiça de São Paulo, nomeando Suzane von Richthofen como inventariante do espólio do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, morto em...

Autor diz que Sarah Ferguson, ex de Andrew, teria dormido com Epstein

Sarah Ferguson e Epstein: novos e-mails reacendem dúvidas sobre possível relação amorosa O portal britânico Express noticiou, neste domingo, que Sarah Ferguson pode ter...