Ministro pede vista, e julgamento de Adriana Villela é adiado

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O desfecho do caso Adriana Villela terá que esperar mais um pouco. Durante a sessão desta terça-feira (11/3), o ministro Sebastião Reis Junior, presidente da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitou mais tempo para analisar o processo, pedindo vista do mesmo. Com isso, tanto o recurso da defesa da arquiteta quanto o pedido de prisão imediata serão suspensos, sendo retomados após 60 dias, podendo ser prorrogados por mais 30.

Os advogados de Adriana buscam anular o júri que a condenou a mais de 60 anos pela morte dos pais e da empregada da família, um caso amplamente conhecido como Crime da 113 Sul, que chocou o Distrito Federal.

A defesa argumenta que houve parcialidade por parte de uma das juradas, que se manifestou contra o advogado de defesa nas redes sociais e mentiu diante do juiz.

Entenda o caso:

Adriana Villela recebeu uma sentença em 2019 do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT): 32 anos de reclusão pela morte de seu pai, José Guilherme Villela; outros 32 anos pela morte de sua mãe, Maria Villela; e 23 anos pelo assassinato da empregada da família, Francisca Nascimento Silva. Além disso, foi condenada a 3 anos e 6 meses pelo furto de joias e dinheiro.

As penas não foram cumulativas, cabendo ao juiz determinar o tempo total de cumprimento da pena. Em primeira instância, a condenação foi de 67 anos e 6 meses, posteriormente reduzida para 61 anos e 3 meses pelo TJDFT após um recurso da defesa.

Relembre o crime:

Em agosto de 2009, José Guilherme, Maria e Francisca foram brutalmente assassinados no apartamento da família, localizado no sexto andar de um prédio na 113 Sul. As vítimas sofreram mais de 70 facadas pelos autores do crime.

Além disso, no julgamento de 2019, o porteiro do prédio, Paulo Cardoso Santana, foi condenado a 62 anos de prisão pelo triplo homicídio. Como cúmplices, Leonardo Campos Alves recebeu uma pena de 60 anos e Francisco Mairlon, 55 anos.

O podcast Revisão Criminal do Metrópoles detalhou o caso em sete episódios, explorando as argumentações tanto da defesa quanto da acusação.

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