Bolsonaro, o morto-vivo, busca uma imagem que incute medo à justiça

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No aeroporto de Brasília, Bolsonaro revelou aos jornalistas: “Só depois de morto indico outro candidato [à presidência da República nas eleições de 2026]”. Essa afirmação reflete um cenário onde, juridicamente, sua situação se torna cada vez mais delicada.

Condenado duas vezes à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral e com o Supremo Tribunal Federal prestes a julgá-lo por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta da democracia e organização criminosa, Bolsonaro se vê acuado frente a possíveis condenações.

A Procuradoria-Geral da República apresentará denúncia nos dias 25 e 26, sendo esperada uma condenação unânime pela Primeira Turma do tribunal até o final do ano. Caso seja condenado a uma pena de 30 a 40 anos, sua inelegibilidade aumentará consideravelmente, sendo necessária uma anistia ou indulto para reverter tal quadro.

Nesse cenário, a busca por apoio popular torna-se vital para Bolsonaro. Seu comício em Copacabana busca transmitir uma imagem de força e apoio, causando impacto na justiça e nos possíveis candidatos que almejam sucedê-lo na liderança do espectro político da direita e extrema-direita.

Caso obtenha sucesso no comício, a estratégia é promover eventos semelhantes em outras regiões do país. Comparando com a estratégia adotada por Lula antes de sua condenação, Bolsonaro busca seguir um caminho similar para manter sua base eleitoral engajada.

Em meio a essa busca desesperada por respaldo popular, Bolsonaro se vê diante de opções cada vez mais limitadas. Resta saber se conseguirá reverter seu atual cenário ou se será levado a medidas mais extremas, como buscar refúgio em embaixadas ou até mesmo fugir do país, em uma tentativa de evitar as consequências judiciais que pairam sobre ele.

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