Vítima Identificada: Polícia Civil contesta versão de legítima defesa e aponta premeditação em crime que vitimou Cledima Dutra em Caxangá

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A Polícia Civil de Alcobaça desvenda a história por trás do assassinato de Cledima Almeida Dutra, de 43 anos, desmentindo a versão de legítima defesa apresentada por Maurício Rocha da Silva, de 38 anos, preso em flagrante pelo crime. O homicídio ocorreu na manhã de terça-feira (18), na BA-290, no distrito de Caxangá, onde a vítima foi brutalmente golpeada com uma tesoura.

Inicialmente, Maurício afirmou à Polícia Militar que ofereceu uma carona a Cledima, que seguia para Alcobaça. A narrativa sugeria que durante o trajeto, um pneu do veículo teria estourado, levando a um confronto em que a mulher teria ameaçado Maurício com a tesoura. Alegando ter agido em legítima defesa, Maurício teria tomado a arma e, em meio ao conflito, desferido o golpe fatal no pescoço da vítima, ocultando o corpo em uma área de mata antes de comunicar as autoridades.

Entretanto, a versão oficial aponta para uma realidade distinta. Segundo o delegado Marco Antônio Neves, as investigações revelam que Maurício mentiu ao alegar desconhecimento prévio da vítima e que apenas a havia transportado.

“As apurações mostram que suas declarações eram falsas. Ele não apenas a conhecia, como estiveram juntos em uma feira na véspera, em Teixeira de Freitas, onde compartilharam bebidas alcoólicas. Posteriormente, foram à residência da vítima, onde Maurício foi visto pelos filhos desta. Conduzindo o veículo do crime, ele a levou à sua casa, momento em que ela foi avistada pelos seus familiares. Desse ponto, ambos seguiram para a estrada, onde o homicídio foi cometido”, esclareceu o delegado em entrevista à Rádio Eldorado FM.

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A polícia agora sustenta a tese de premeditação do crime, uma vez que o local do incidente estava próximo a várias residências, onde Maurício poderia ter buscado ajuda em caso de real necessidade.

“Todos os indícios apontam para um ato de feminicídio, longe de ser um evento súbito e imprevisto. Ele esteve na residência da irmã da vítima, onde foi prontamente reconhecido. Ciente de que era casado, solicitou à irmã para manter em sigilo o encontro, evidenciando que já havia um relacionamento prévio”, acrescentou o delegado.

Com as novas evidências, Maurício Rocha da Silva foi acusado de homicídio qualificado (artigo 121 do Código Penal Brasileiro) e aguarda transferência para o Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF). As autoridades seguem investigando para esclarecer plenamente a motivação e os detalhes do crime.

A vítima, Cledima Almeida Dutra, de 43 anos, foi identificada após exames realizados pela Polícia Técnica de Itamaraju. Seu corpo foi liberado para os familiares realizarem o enterro.

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