Trump anuncia tarifas de 25% para países que comprarem petróleo e gás da Venezuela a partir de abril

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Donald Trump anuncia imposição de tarifas de 25% para países que adquirirem petróleo e gás da Venezuela a partir de abril. Nesta segunda-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que será cobrada uma tarifa alfandegária de 25% de todos os países que comprarem petróleo ou gás da Venezuela a partir de 2 de abril em suas transações comerciais com os EUA. Trump argumenta que a Venezuela tem sido hostil aos valores defendidos pelos Estados Unidos e que essa medida entrará em vigor no início de abril.

Ele justifica a imposição da tarifa alegando que a Venezuela enviou criminosos de alto escalão para os EUA, muitos deles com histórico violento, incluindo membros da gangue Tren de Aragua, classificada como organização terrorista por Trump. O presidente americano desafiou Nicolás Maduro a repatriar cidadãos venezuelanos em situação irregular nos EUA para evitar sanções rígidas. A Venezuela é o terceiro maior fornecedor de petróleo para os EUA, atrás do Canadá e do México, exportando 660.000 barris diários de petróleo no ano passado, com China, Índia e Espanha entre os principais compradores.

Além disso, Trump revogou a licença da petroleira Chevron para operar na Venezuela devido ao descontentamento com Nicolás Maduro e deu prazo para a empresa encerrar suas operações no país caribenho. A tensão entre Caracas e Washington aumentou após os EUA invocarem uma lei de guerra de 1798 contra o Trem de Aragua, resultando no envio de 238 venezuelanos para El Salvador para serem encarcerados. Maduro cortou relações diplomáticas com os EUA em 2019 durante o primeiro mandato de Trump, e o conflito persiste com Biden mantendo contatos para auxiliar nas eleições presidenciais, consideradas fraudulentas por muitos países.

Apostando na chamada tarifa “recíproca” para abril, Trump mantém sua postura firme em relação à Venezuela e o comércio internacional, definindo a data como o “Dia da Libertação” dos Estados Unidos. A situação política e econômica entre os dois países permanece instável, refletindo uma disputa de interesses e poder. É fundamental acompanhar o desdobramento desse cenário e suas repercussões globais.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Quem era Ali Larijani, homem de confiança de Khamenei morto nesta terça

Ali Larijani, 68 anos, tornou-se uma das figuras centrais do Irã após ataques que, no início da guerra no Oriente Médio, teriam deixado...

Trump afirma que os EUA ‘não precisam’ da OTAN para reabrir o Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, que os EUA não precisam da ajuda da...

Diretor de Contraterrorismo dos EUA renuncia: ‘Não posso apoiar a guerra no Irã’

O ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, renunciou nesta terça-feira, 17 de março, em protesto à ofensiva militar...