Trump afirma que os EUA ‘não precisam’ da OTAN para reabrir o Estreito de Ormuz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, que os EUA não precisam da ajuda da OTAN para reabrir o Estreito de Ormuz, ponto estratégico entre o Golfo Pérsico e o oceano aberto. Em mensagem publicada na Truth Social, Trump, presidente dos EUA desde janeiro de 2025, disse que a maioria dos aliados da OTAN não quer se envolver na operação militar contra o Irã e destacou o sucesso alcançado pelos EUA em ações anteriores. A declaração sinaliza uma postura mais autônoma de Washington, em meio a tensões regionais crescentes.

De acordo com o presidente, a participação de parceiros da OTAN não seria necessária nem desejável. “A maioria dos nossos ‘aliados’ da OTAN nos informou que não quer se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista no Irã”, escreveu, reforçando a ideia de que o apoio internacional pode ser voluntário ou ausente. A mensagem revela um tom de confronto com aliados tradicionais, insinuando que Washington pode agir sem o respaldo formal da aliança.

Trump foi ainda mais explícito: “Dado o sucesso militar que obtivemos, não ‘precisamos’ nem queremos mais a ajuda dos países da OTAN: NUNCA PRECISAMOS DELA!” Em tom de provocação, o presidente afirmou que a proteção fornecida pela OTAN a outras nações — incluindo Japão, Austrália e Coreia do Sul — representa uma via de mão única, em que os EUA financiam a segurança de terceiros sem receber a devida retribuição. Isso ocorre num momento de tensão regional e de debates sobre o papel da aliança no Oriente Médio.

Na mesma terça, foi anunciada a renúncia de Joseph Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA. Kent deixou o cargo em protesto contra a ofensiva militar conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã. Veterano das Forças Especiais Boinas Verdes, Kent justificou a decisão com a consciência, afirmando que o Irã não representa uma ameaça iminente aos EUA.

Kent também criticou a influência externa sobre a política de Washington, afirmando que autoridades israelenses exerceram pressão por meio de um “poderoso lobby” nos Estados Unidos. O ex-diretor sugeriu que o governo cedeu a esse lobby, destacando a complexidade de alinhamentos entre a administração, o Congresso e os aliados na condução da política externa. O episódio acende um debate sobre o papel dos parceiros na estratégia de segurança nacional e repercute no escrutínio sobre os métodos de decisão.

Especialistas destacam que a combinação de mensagens públicas de Trump com a renúncia de um alto funcionário de Segurança Nacional aumenta a incerteza sobre a linha de atuação dos EUA e sua relação com aliados. O tema do Estreito de Ormuz, somado às tensões com o Irã, coloca a cidade de Washington no centro de um debate sobre soberania, alianças e caminhos de política externa. Acompanhe os desdobramentos para entender como isso pode influenciar a geopolítica regional.

E você, o que pensa sobre a posição de Donald Trump em relação à OTAN e ao Estreito de Ormuz? Quais impactos essa postura pode ter para a segurança global e para as relações dos Estados Unidos com seus parceiros? Compartilhe suas opiniões nos comentários.

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