‘O Brasil não é um problema para os EUA’, diz Geraldo Alckmin

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Geraldo Alckmin destacou que as tarifas de importação impostas pelo governo de Donald Trump podem afetar negativamente o comércio brasileiro. Em um evento promovido pelo jornal Valor Econômico, Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, enfatizou que o Brasil não representa uma ameaça econômica para os Estados Unidos, lamentando a decisão do país em aplicar tais tarifas. Ele sugeriu a adoção de cotas como uma medida mais justa e benéfica para ambos os países.

Geraldo Alckmin Cadu Gomes/VPR

Alckmin participou de um evento organizado pelo jornal Valor Econômico

Alckmin ressaltou a importância de ampliar as oportunidades de negócios, não apenas com os EUA, mas também com outras nações. Ele defendeu a abordagem de “ganha-ganha” nas negociações internacionais, visando benefícios mútuos. O vice-presidente observou que as exportações americanas para o Brasil enfrentam uma tarifa média de 2,7%, enfatizando que impor tarifas elevadas sobre produtos brasileiros seria injusto. No entanto, ele reconheceu a necessidade de aguardar os anúncios das taxas que serão aplicadas pelo governo dos EUA.

Além das questões comerciais, Alckmin sugeriu excluir os preços de alimentos e energia do cálculo da inflação e propôs que o Banco Central considere essa medida. Ele previu uma queda nos preços dos alimentos em 2025, o que poderia beneficiar a economia brasileira. O vice-presidente também mencionou a expectativa de um crescimento de quase 10% na safra do ano, impulsionando o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. No ano anterior, a indústria teve uma contribuição significativa para o crescimento do PIB, com a indústria de transformação expandindo em 3,8%.

Alckmin ainda abordou o impacto dos juros sobre a dívida pública e propôs medidas não convencionais para combater a inflação de alimentos, incluindo a valorização do câmbio. Ele acredita que essas ações podem ajudar a estabilizar a economia e promover um crescimento sustentável, fortalecendo a posição do Brasil no cenário internacional.

*Com informações de Marília Ribeiro

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