Réu por tentativa de golpe, Bolsonaro acusa STF de motivação política e garante: “Não há candidato capaz de me vencer”

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Em meio à decisão de se tornar réu em um processo por tentativa de golpe de estado e outros delitos, o ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou sobre a aceitação da denúncia pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (26). Por meio de suas redes sociais, Bolsonaro emitiu sua primeira declaração ao término da sessão da Suprema Corte.

Baseando-se em informações veiculadas pelo Jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente declarou: “Estão com pressa. Muita pressa. O processo contra mim avança a uma velocidade 14 vezes maior que o do Mensalão e pelo menos 10 vezes mais rápida que o de Lula na Lava Jato.”, enfatizou.

Figura proeminente da extrema-direita, Bolsonaro argumenta que a decisão reflete interesses de outros postulantes às eleições de 2026. “Não tentam mais esconder. A própria imprensa relata, de forma aberta e direta, que a motivação não é jurídica, mas política: o tribunal busca evitar que eu seja julgado em 2026, pois buscam impedir que eu chegue às eleições em liberdade, porque sabem que, em uma disputa justa, não há candidato capaz de me vencer”, ressalta.

E conclui: “Se realmente acreditassem na democracia que alegam defender, me enfrentariam nas urnas, não nos tribunais”.

Ao final de sua fala, o ex-presidente volta a comparar a situação do Brasil e a tramitação judicial do Supremo com a realidade da Venezuela e Nicarágua, nações reconhecidas como ditatoriais. “A comunidade internacional observa de perto o que ocorre no Brasil. Juristas, diplomatas e líderes políticos já identificam o padrão: é o mesmo enredo observado na Nicarágua e na Venezuela. Perseguição seletiva, acusações genéricas de ‘extremismo’ ou ‘ameaça à democracia’ e a tentativa de silenciar a oposição por meio do judiciário.”

Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados, membros do primeiro grupo de acusados da tentativa de golpe, são indiciados por crimes como: organização criminosa armada; tentativa de subverter violentamente o Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; danos qualificados pela violência e séria ameaça contra o patrimônio da União; com prejuízo importante para a vítima e deterioração de patrimônio histórico tombado. As penas para tais delitos variam de 20 a 26 anos de prisão.

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