FGC: o que é e por que entrou no debate após venda do Banco Master

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A venda de parte do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB) trouxe à tona questionamentos sobre a atuação e a capacidade do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em proteger instituições financeiras no Brasil contra possíveis inadimplências.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, convocou uma reunião com representantes de grandes bancos e o presidente do FGC para discutir a transação. O FGC garante até R$ 250 mil por CPF e por instituição bancária, sendo financiado principalmente pelos maiores bancos do país.

Nos últimos anos, as instituições financeiras têm mostrado desconforto com o aumento das transações respaldadas pelo FGC e as taxas de retorno oferecidas, especialmente por bancos menores. Nesse cenário, o Banco Master se destacou ao oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com alta remuneração, garantidos pelo FGC.

Com um fundo de R$ 107,8 bilhões disponíveis para possíveis inadimplências em junho de 2024, o FGC está preparado para cobrir eventuais calotes. No entanto, o Banco Master tinha uma dívida de R$ 45 bilhões em CDBs na mesma data.

Reunião para Discussão

A reunião convocada pelo presidente do Banco Central teve como objetivo debater a compra do Banco Master pelo BRB. Além das preocupações dos grandes bancos com o alto volume de operações garantidas pelo FGC, também se discutiu a possibilidade de sua participação em uma nova operação envolvendo o Master.

No negócio de R$ 2 bilhões, o BRB adquiriu 58% do Banco Master, deixando de fora os ativos de maior risco como precatórios e ações de empresas. Um possível acordo em análise prevê a absorção desses ativos pelos grandes bancos, com o FGC como garantia do fluxo de caixa.

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