Policial penal perde cargo após executar jovem com 4 tiros nas costas

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O policial penal Itamar Marques da Silva foi demitido devido a uma infração grave, caracterizada por “acometer-se de incontinência pública ou ter conduta escandalosa na repartição que perturbe a ordem, o andamento dos trabalhos ou cause dano à imagem da administração pública”. A portaria da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) referente a essa punição foi divulgada em 1º de abril de 2025, oito anos após o policial se envolver no crime de homicídio qualificado cometido contra um jovem durante uma festa religiosa em Padre Bernardo (GO).

Veja os detalhes:

  • Itamar Marques da Silva foi demitido por “incontinência pública ou conduta escandalosa”, conforme divulgado em 1º de abril de 2025.
  • O policial é acusado de homicídio qualificado contra Jackson Wendel Régis e tentativa de homicídio de outra pessoa durante a Festa do Divino Espírito Santo em Padre Bernardo (GO) em janeiro de 2017.
  • Segundo a acusação do MPGO, ele disparou cinco tiros contra Jackson, acertando quatro tiros nas costas. O acusado nega as acusações de homicídio.
  • No ano anterior, a juíza da 2ª Vara Criminal de Padre Bernardo o pronunciou por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, encaminhando o caso para o Tribunal do Júri. Apesar do recurso da defesa, o TJGO negou o pedido, ao considerar indícios de autoria e materialidade do crime.

A Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape-DF) não revelou a conduta específica que resultou na demissão do policial, apenas mencionando que eventos de “incontinência pública” ou “conduta escandalosa” desencadearam um processo em julho de 2019, culminando na demissão agora divulgada pela CGDF. A Controladoria-Geral do DF também não forneceu detalhes sobre a destituição de Itamar do quadro da Seape-DF, indicando que o setor responsável pelo processo disciplinar investiga os fatos antes de encaminhar para julgamento.

Acusação de Homicídio

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), em janeiro de 2017, Itamar Marques da Silva atirou cinco vezes contra Jackson Wendel Régis, acertando quatro tiros nas costas e um no pescoço. O homicídio ocorreu durante a Festa do Divino Espírito Santo no Assentamento Jacinto Durães, em Padre Bernardo (GO). Além disso, ele tentou matar outro indivíduo, sobrevivente por circunstâncias alheias à sua vontade.

Um relato do sobrevivente, irmão da vítima, descreve que os eventos começaram após um desentendimento durante a festa. O policial penal surgiu na situação e, após agressões, efetuou os disparos, resultando no homicídio e na tentativa de homicídio.

Itamar alega legítima defesa, indicando que os disparos foram uma reação a um suposto ataque armado. No entanto, a juíza que conduz o caso decidiu pela pronúncia do acusado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, enviando o processo para o Tribunal do Júri.

A defesa do policial interpôs recurso, contestando o número de crimes imputados e a linguagem usada na decisão da juíza. O TJGO negou o recurso, mantendo a perspectiva de julgamento pelo júri popular.

O desfecho do caso será decidido em breve pelo Tribunal do Júri, conforme a última movimentação processual registrada.

O Metrópoles está em busca de posicionamento da defesa do acusado Itamar Marques da Silva, mas aguarda retorno para mais informações atualizadas sobre o caso.

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