Fim da janela partidária: PL cresce e PDT tem maior perda de deputados

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Resumo: a janela partidária de 30 dias, prevista pela legislação eleitoral para o ano de eleição, já mexe na composição da Câmara dos Deputados. Dados preliminares indicam o PL ampliando sua bancada de 88 para 97, consolidando-se como a maior bancada, enquanto o PT registra leve recuo. O crescimento mais expressivo fica com o Podemos, e há altas em Solidariedade, PSD e PP; ao mesmo tempo, PDT é a sigla com a maior queda. O consolidado oficial será divulgado pela Justiça Eleitoral, com números ainda não fechados.

PL avançou de 88 para 97 deputados, mantendo-se como a maior bancada da Casa. Esse ganho absoluto é o maior entre as siglas, refletindo a reorganização ocorrida desde o início desta legislatura. Vale lembrar que, neste mesmo período, o PL iniciou 2022 com 99 deputados, o que reforça a posição consolidada da sigla mesmo diante de mudanças recentes.

Podemos viveu o crescimento mais expressivo, ao passar de 16 para 27 deputados, um aumento de 68,8% que o coloca entre as mudanças mais relevantes em termos proporcionais. Outros partidos também registraram avanços, ainda que em ritmo menor: Solidariedade (+20%), além de pequenas altas em PSD, PP e PSol-Rede.

Missão passou a ter representação na Câmara, com o deputado Kim Kataguiri deixando o União Brasil para filiar-se à legenda criada pelo Movimento Brasil Livre (MBL). Embora ainda com apenas um deputado, o movimento sinaliza uma reorganização do guarda-chuva ideológico de parte do espectro político.

PDT registrou a maior queda entre as legendas, caindo de 16 para 9 deputados, uma redução de 43,8%. Entre as movimentações, destaca-se a migração do ex-ministro do Turismo Celso Sabino para uma sigla com odds de disputar o Senado. Outros recuos consideráveis vieram do PRD (de 5 para 3 cadeiras) e do Cidadania (de 4 para 2).

União Brasil teve a maior baixa absoluta, com a saída de oito deputados, passando de 59 para 51. Entre os nomes que migraram, está Alfredo Gaspar, que deixou a legenda e passou a atuar pelo PL. O PT, por sua vez, também recuou, de 68 para 67 deputados, embora ainda haja possível confirmação de mudanças adicionais.

Republicanos e Avante perderam uma cadeira cada, enquanto o PSD registrou crescimento com a chegada do deputado Túlio Gadêlha, ex-Rede. Em linhas gerais, as mudanças representam um redesenho relevante da Câmara neste período de janela partidária.

Metrópoles entrou em contato com os partidos, mas nem todos retornaram até a publicação deste texto. Os números apresentados são preliminares e dependem do consolidado oficial da Justiça Eleitoral, que deverá confirmar as curvas apresentadas nesta etapa.

Essas movimentações, ainda que preliminares, ajudam a entender como a janela partidária pode impactar a Câmara até o pleito. E você, quais cenários enxerga para os próximos meses e como eles podem influenciar as votações? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da discussão sobre o equilíbrio das bancadas na região.

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