Motta fala em pautar cassação de Chiquinho Brazão como equilíbrio de caso Glauber Braga

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou aos deputados que em breve incluirá na pauta a cassação de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL).

Esta iniciativa visa equilibrar a decisão do Conselho de Ética, que aprovou, nesta quarta-feira (9), o relatório recomendando a perda do mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ). O caso de Braga, em tramitação desde abril de 2024, também aguarda apreciação em plenário, sujeito ainda a recursos adicionais.

Chiquinho Brazão encontra-se detido há mais de um ano, juntamente com seu irmão, Domingos Brazão. A decisão pela cassação do seu mandato foi aprovada em agosto do ano passado.

Em breve comentário na última segunda-feira, Motta mencionou que o processo de Brazão será tratado no momento oportuno. A assessoria do presidente da Casa preferiu não se pronunciar a respeito.

Em um desdobramento de 2024, após a prisão dos irmãos pela Polícia Federal, a Câmara dos Deputados manteve a prisão de Chiquinho após 17 dias. Posteriormente, o PSOL solicitou sua cassação no Conselho de Ética. Apesar de aprovado no colegiado e submetido ao plenário em agosto do ano passado, o processo segue em espera.

Enquanto permanece detido no Complexo Penitenciário da Papuda (DF), Chiquinho Brazão conserva o mandato, mantendo sua equipe ativa e recebendo remuneração da Casa, com descontos significativos por suas ausências no plenário.

Glauber responde por agressão ao militante do MBL (Movimento Brasil Livre) Gabriel Costenaro, ocorrida em abril do ano passado. Durante a agitada sessão do Conselho de Ética, aliados de Braga apontaram uma ação de Motta para evitar adiamentos na análise do caso, o que resultou na votação do parecer nesta quarta-feira.

A sessão, iniciada às 11h com a presença de militantes do PSOL dentro e fora da sala, foi excepcionalmente prolongada até às 19h. Com a aprovação por 13 votos a 5, o processo de cassação do deputado foi concluído, seguido pela abertura da ordem do dia.

Glauber alega que a agressão foi motivada por ofensas direcionadas à sua mãe, que estava doente e faleceu no mês seguinte, sentindo-se obrigado a defendê-la.

Diante das dificuldades enfrentadas, Glauber anunciou uma greve de fome até que o processo na Câmara seja finalizado, prometendo recorrer a todas as instâncias possíveis.

O PSOL denuncia perseguição ao deputado e considera o processo injusto, caracterizando-o como um ataque não só a Glauber, mas a todo o espectro político de esquerda no Brasil. O partido planeja acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) em busca de soluções.

Além disso, Glauber acusa o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de articular a perda do seu mandato em conluio com outros deputados e o relator do caso.

Em resposta, Lira reitera a gravidade da acusação de agressão por parte de Glauber e afirma que o parlamentar deve se defender das acusações representado pelo partido Novo, destacando a legalidade de suas ações e a disposição de agir judicialmente contra insinuações infundadas.

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