Lula visita Rússia e China em meio a tensões geopolíticas globais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizará uma viagem oficial à Rússia e à China entre os dias 8 e 13 de maio, coincidindo com um aumento das tensões entre ucranianos e russos, além da intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, que começou na era Trump.

Lula embarcou na terça-feira (6) rumo a Moscou, a convite do presidente russo, Vladimir Putin, para as comemorações dos 80 anos do Dia da Vitória, celebrado na sexta-feira (9). Esta data marca a tomada de Berlim pelo Exército Soviético, simbolizando o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa.

Durante sua estadia na Rússia, de quinta-feira (8) a sábado (10), Lula terá uma agenda oficial que inclui reuniões com Putin e o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico. A comitiva brasileira conta com importantes ministros e a expectativa é assinar acordos nas áreas de ciência e tecnologia.

Lula também reiterará a posição do Brasil como defensor de uma solução diplomática para o conflito Rússia-Ucrânia, buscando um papel mediador no BRICS, o bloco que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Enquanto isso, a Rússia denunciou ataques da Ucrânia com drones contra Moscou, afetando aeroportos locais e exacerbando a tensão na região.

No domingo (11), Lula chegará à China, onde cumprirá agenda de Estado nos dias 12 e 13, incluindo um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, e participação no Fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Este será o terceiro encontro oficial de Lula com Xi desde seu retorno ao cargo, destacando a expectativa de assinatura de pelo menos 16 acordos bilaterais, com outros ainda em negociação, conforme revelado pelo embaixador Eduardo Paes Saboia.

O encontro ocorre em um contexto de crescente rivalidade comercial entre a China e os Estados Unidos. O embaixador Gelson Lyrio destacou que o Brasil busca boas relações com todas as potências, reafirmando a parceria com a China, sem se opor aos EUA.

Sobre o Fórum China-CELAC, a embaixadora Gisela Padovan enfatizou que a participação de Lula demonstra o compromisso do Brasil com a integração regional, com o país atuando como um importante articulador nesse diálogo.

O Fórum China-CELAC reúne 33 países da América Latina e do Caribe, sendo crucial para a cooperação regional.

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