Apple cogita aumentar preço do iPhone, mas evita culpar tarifas de Trump

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A Apple está considerando um aumento nos preços da nova linha de iPhones, os modelos ’17’, que devem ser lançados em setembro. Essa possível elevação viria acompanhada de novas funcionalidades e um redesign dos aparelhos. O Wall Street Journal informa que a empresa busca desvincular o reajuste das tarifas aplicadas pelos EUA a produtos chineses, uma vez que a maioria dos dispositivos é montada na China.

Apesar do recente acordo entre EUA e China para suspender grande parte das tarifas bilaterais, uma sobretaxa de 20% imposta pelo ex-presidente Donald Trump ainda permanece, sob a justificativa de combater o tráfico de fentanil. Além disso, os smartphones foram isentos de outra tarifa que, com o novo acordo, cairá temporariamente de 125% para 10%.

O CEO da Apple, Tim Cook, enfrenta uma crescente pressão devido à disputa comercial, que ameaça a cadeia produtiva da empresa. Para mitigar possíveis problemas, a companhia antecipou estoques em março, antes do anúncio das tarifas, e transferiu parte da produção para a Índia, embora os modelos mais caros, como o iPhone Pro e Pro Max, ainda sejam majoritariamente fabricados na China.

Nesse contexto, a Apple considera aumentar os preços e justificar essa decisão com novos recursos. Segundo a Bloomberg, uma das inovações planejadas está relacionada à inteligência artificial (IA), com um sistema de gerenciamento de bateria que operará no iOS 19, atualização prevista para ser anunciada no próximo mês e lançada em setembro.

Este novo recurso irá analisar o uso individual de cada aparelho para ajustar automaticamente a economia de energia, integrado à plataforma Apple Intelligence.

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