Dólar sobe a R$ 5,68 com exterior após trégua comercial entre China e EUA; Ibovespa fica estável

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Moeda norte-americana registrou alta de 0,52% nesta segunda-feira (12); índice da B3 ensaiou engatar leve alta no fechamento após indecisão na maioria da sessão.

  • Por Jovem Pan
  • 12/05/2025 18h25

CRIS FAGA/DRAGONFLY PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Dólar cai mais de 1% e fecha a R$ 5,80 em dia de altas de divisas emergentes e do petróleo

Commodities como minério de ferro e petróleo se recuperaram, mitigando parcialmente as pressões sobre o real.

O dólar encerrou a sessão em alta no mercado local, acompanhando a valorização global da moeda norte-americana, especialmente em comparação a divisas fortes. O acordo sobre tarifas entre Estados Unidos e China aliviou temores de recessão e trouxe apetite por ativos norte-americanos. Essa rotação de carteiras favoreceu emergentes, incluindo o Brasil, e fez com que investidores formassem novas posições em dólar e bolsas de Nova York. A recuperação de commodities como minério de ferro e petróleo também contribuiu para mitigar as pressões sobre o real.

Com máxima a R$ 5,7060 à tarde, o dólar fechou a R$ 5,6840, com alta de 0,52%. A moeda agora acumula alta de 0,13% no mês, mas baixa de 8,03% no ano. O acordo contou com suspensão de 90 dias das tarifas de importação, nas quais os EUA reduziram tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30%, enquanto a China baixou de 125% para 10%.

No início da tarde, o presidente Donald Trump comentou sobre uma “redefinição total” nas negociações com a China, manifestando intenção de conversar com Xi Jinping em breve. Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, indicou na Bloomberg TV que é “implausível” que as tarifas caiam abaixo de 10%, reforçando que a China precisa impulsionar o consumo.

Ibovespa

O Ibovespa tentou uma leve alta no fechamento, após operar em indecisão entre ganhos e perdas durante boa parte da sessão, distante do que aconteceu em Nova York, onde o apetite por risco foi elevado pela trégua comercial. Isso melhora a perspectiva para as economias dos dois países.

A recuperação dos preços das commodities impulsionou ações como Vale (+2,51%) e Petrobras (+2,71%). Na ponta perdedora, o setor bancário apresentou correção, com Itaú (-2,01%). No fechamento, o Ibovespa estava estável, a 136.563,18 pontos, enquanto os índices de Nova York avançaram substancialmente. O giro na B3 foi de R$ 24,4 bilhões.

A trégua entre EUA e China impulsionou o apetite por ações americanas, diminuindo as expectativas de uma recessão. Os investidores voltaram a visar um cenário positivo sobre o mercado.

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