Virgínia diz na CPI que não ganhava com “cachê da desgraça” e senador viraliza ao pedir foto com a influenciadora

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Mesmo contando com habeas corpus que a autorizava a permanecer em silêncio, a influenciadora Virgínia Fonseca respondeu a várias perguntas na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets. Convocada para discutir campanhas publicitárias sobre jogos de azar, ela compareceu acompanhada do marido, Zé Felipe, e seus advogados.

Virgínia expressou sua gratidão pela oportunidade de esclarecer pontos que não podem ser debatidos nas redes sociais. Ela compartilhou um pouco de sua trajetória, destacando-se como influenciadora e empresária.

No início de seus depoimentos, afirmou que não recebe percentuais adicionais em contratos publicitários, apesar de ter um contrato que previa um bônus caso a empresa de apostas dobrasse o lucro. Segundo ela, esse cenário nunca ocorreu.

“Nunca recebi R$ 1 a mais do que o meu contrato de publicidade que eu fiz por 18 meses”, afirmou, enfatizando que a confidencialidade do contrato a impediu de se pronunciar antes.

Sobre o polêmico “cachê da desgraça”, Virgínia afirmou que a cláusula que previa um lucro maior é padrão em contratos publicitários e não se aplica apenas a apostas.

“Não estou fazendo nada fora da lei. Se é tão prejudicial, então proíbam tudo”, defendeu, enfatizando sua escolha por parcerias com casas de apostas regulamentadas.

A presença dela na CPI foi solicitada pela senadora Soraya Thronicke, com o objetivo de investigar o papel de influenciadores na promoção de jogos de azar, especialmente entre públicos vulneráveis.

A CPI das Bets busca entender as implicações da atuação de influenciadores digitais no contexto das apostas online.

Virgínia também se defendeu ao afirmar que segue as diretrizes do Conar e nunca prometeu lucros a seus seguidores, sempre alertando sobre os riscos envolvidos.

Em um momento notável, o senador Cleitinho Azevedo elogiou a influenciadora, pedindo para que ela interagisse com sua esposa durante a sessão, levantando o tom leve no ambiente.

O senador enfatizou que a figura de Virgínia representa riqueza e geração de empregos, contradizendo os custos que a política pode trazer à população.

Cleitinho propôs que a comissão discutisse temas como o roubo a aposentados e investigações sobre uso indevido de emendas parlamentares, antes de interromper a sessão para solicitar a interação com Virgínia.

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