Em greve, professores da rede municipal de Salvador podem ter salários cortados por decisão judicial; entenda

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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu, em 7 de maio, permitir descontos nos salários dos professores que participam da greve na rede municipal de Salvador. Essa ação abrange até os dias anteriores ao início oficial da greve, que foi considerada irregular pela Justiça. O movimento é liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB).

Após o anúncio da greve, o tribunal exigiu a suspensão imediata do movimento, impondo uma multa diária de R$ 15 mil à APLB caso essa ordem não fosse cumprida em 24 horas. Com a greve se estendendo, essa multa continua a acumular-se desde a decisão do juiz Adriano Augusto Gomes Borges.

Caso a greve persista durante o fechamento da folha de pagamento, os professores que aderirem ao movimento podem ter seus salários suspensos até que a situação seja resolvida, segundo fontes que acompanham as negociações.

Nos bastidores, há rumores de que os representantes dos professores não aceitam negociar com a prefeitura, citando a ausência do pagamento do Piso Nacional do Magistério. Em contrapartida, a gestão municipal destaca a falta de diálogo por parte da APLB. É importante notar que a APLB tem um histórico de ligações com partidos de oposição ao governo atual, embora essa questão política não tenha sido oficialmente levantada.

A decisão do tribunal ainda pode ser contestada pelo Sindicato dos Trabalhadores.

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