G7 encerra reunião no Canadá em busca de consensos sobre tarifas e Ucrânia

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No coração das belas Montanhas Rochosas canadenses, o G7 concluiu uma reunião de três dias, onde o anseio por consenso ressoou entre as delegações. Apesar das intensas divergências sobre tarifas e a crise na Ucrânia, o encontro foi moldado por um espírito de colaboração. A presidência canadense, que teve como destaque a presença do ministro ucraniano das Finanças, buscou reafirmar seu compromisso com a estabilidade econômica global e o apoio irrestrito a Kiev.

As autoridades financeiras das sete economias mais avançadas do mundo — Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos — se reuniram para elaborar um comunicado final que refletisse essa aliança. Valdis Dombrovskis, comissário europeu de Assuntos Econômicos, destacou que, apesar das dificuldades, houve avanços significativos em diversos tópicos, especialmente em relação aos desequilíbrios econômicos mundiais e à resposta à agressão russa.

“Falamos entre amigos e aliados”, afirmou Eric Lombard, ministro das Finanças da França. Ele ressaltou o progresso crescente no apoio a Kiev e a necessidade de pressionar Moscou. Na busca por uma resolução, Lars Klingbeil, ministro das Finanças da Alemanha, enfatizou a urgência em resolver as disputas comerciais, que ameaçam o emprego e o crescimento em ambos os lados do Atlântico.

O crime financeiro e o avanço da inteligência artificial também estavam na pauta, temas nos quais os ministros encontraram menos contencioso. Contudo, a questão das tarifas pendia sobre a reunião, sendo um tópico que ninguém ousou ignorar. O ministro ucraniano, Sergii Marchenko, pediu “sanções mais severas” contra a Rússia, refletindo a urgência da situação.

O próximo mês marcará um momento decisivo para o G7, quando o Canadá sediará a cúpula de líderes de 15 a 17 de junho, com a presença confirmada do presidente norte-americano Trump. Este encontro poderá definir os rumos futuros na política e economia globais.

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