Sinpro-DF entra com recurso para manter greve sem corte de ponto

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No coração da luta educacional no Distrito Federal, o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) recorreu à 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do DF diante de uma decisão que ameaça com multa de R$ 1 milhão e cortes de ponto para os educadores que decidirem entrar em greve nesta segunda-feira (2/6). O sindicato não se intimida e está determinado a seguir adiante com seu movimento.

Com um agravo interno, a entidade argumentou que a liminar que determina a suspensão da greve invade o direito constitucional de greve e ignora a precariedade da educação pública no DF. A decisão, que impõe restrições severas, é vista pelo Sinpro-DF como um ataque à razoabilidade e à liberdade sindical, princípios fundamentais em qualquer sociedade democrática.

O Sinpro-DF defende que todas as etapas necessárias para a greve foram seguidas à risca: desde a realização de assembleias amplas até a notificação ao governo com mais de 72 horas de antecedência, além das tentativas de negociação que foram infrutíferas devido à posição unilateral do governo.

“O recurso apresentado ao TJDFT é um passo firme na defesa do direito de organização, da democracia e do serviço público de qualidade”, sinaliza uma nota oficial do Sinpro-DF.

Posicionamento da Secretaria de Educação

Em resposta à situação, a Secretaria de Educação do DF, por meio de nota, revelou que propostas de negociação foram discutidas, mas que novas exigências por parte do sindicato inviabilizaram um possível acordo. “O GDF aceitou a proposta, mas a iniciativa do sindicato gerou impasses”, destacou a pasta.

A Secretaria lembrou das conquistas já obtidas pela categoria ao longo dos últimos anos, incluindo:

  • Reajuste salarial de 18%, com a última parcela agendada para julho de 2025;
  • Incorporação de gratificações ao vencimento básico;
  • Revisão de benefícios, como auxílio-alimentação e saúde;
  • Realização de concursos públicos e nomeações desde 2019.

Reivindicações dos Educadores

As demandas dos educadores são claras e objetivas. O Sinpro-DF reivindica um reajuste salarial de 19,8% e uma reforma abrangente no plano de carreira, com a paralisação definida por tempo indeterminado. Entre as exigências, estão:


Confira as reivindicações:

  • Reajuste de 19,8%;
  • Reestruturação do plano de carreira;
  • Diminuição do tempo para alcançar o topo da tabela salarial;
  • Aumento do percentual de titulação para professores com especialização, mestrado e doutorado.

Após meses de tentativas de diálogo com o governo, o Sinpro-DF confirmou que o Executivo local havia se manifestado em 21 de maio, afirmando não ter propostas a apresentar. Neste contexto, a luta dos professores se torna ainda mais relevante. O que você pensa sobre essa situação? Deixe seu comentário e participe da discussão!

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