Mamãe Reborn o seu filho não tem alma

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Bebês Reborn Movimentam um Mercado Inusitado no Brasil

Por Jolivaldo Freitas

31/05/2025 – 19:37 h

Jolivaldo Freitas

Jolivaldo Freitas –

No Brasil, uma moda inesperada floresceu: os bebês Reborn. Esses bonecos hiper-realistas, que parecem saída de um pesadelo moderno, despertam curiosidade e, ao mesmo tempo, perplexidade. Entre rituais estranhos e brigas judiciais, a tendência tomou conta de diversas pessoas, refletindo talvez um desejo desesperado de reencontrar a conexão perdida com a maternidade.

Ao contrário de um brinquedo comum, esses “filhos” de silicone são tratados como verdadeiros bebês. Com rituais dignos de uma celebração, desde um chá de fraldas até batizados, muitos buscam dar vida a algo que, em essência, não possui alma. E o que dizer das disputas judiciais pela guarda de um boneco após um divórcio? É surreal, mas se tornou uma realidade por aqui.

Em lugares como Salvador, creches para bebês Reborn surgem, permitindo que mães deixem suas «crianças» enquanto se dedicam a outras tarefas. Os Reborn são levados a lugares que um bebê verdadeiro iria, incluindo praças e cinemas, enquanto médicos tentam, com paciência, explicar que essas “crianças” não possuem órgãos e, portanto, não têm cólica. A cena se torna uma mistura de comédia e tragédia.

Diplomatas de suas próprias emoções, algumas mulheres encontram nesse contexto uma maneira de lidar com perdas ou frustrações. Contudo, quando a terapia se transforma em uma vivência 24 horas de maternidade cenográfica, é necessário refletir se a linha entre a saúde mental e a fantasia não foi ultrapassada.

Enquanto isso, os homens, alguns apoiando e outros se esquivando, se questionam: seria possível dividir a vida com alguém que amamenta um boneco durante a madrugada? O resultado é uma sociedade que, ao invés de lidar com seus medos e solidões, prefere buscar refúgio em um universo feito de silicone.

Portanto, para as mamães e papais Reborn: seu “filho” não chora, não sorri e, principalmente, não ama. O que vocês têm é um objeto, não uma relação. Ao dedicarem tanto afeto a essas criações, que tal reavaliar prioridades e redirecionar o carinho para seres humanos reais, que sentem e respirem? A vida é breve, e o tempo é precioso.

Assim, se você possui um Reborn e se sentiu tocado por esta reflexão, lembre-se: o seu “filho” não irá reagir. Ao invés disso, considere o que isso representa na sua vida e se há espaço para uma nova vivência. O que pode parecer inocente, na verdade, merece uma conversa mais profunda sobre as saudades e os desejos que realmente importam.

E você, o que pensa sobre esse fenômeno? Compartilhe suas ideias conosco e vamos conversar!

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