Embaixada de Israel se pronuncia após novas críticas de Lula ao país

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Após meses de silêncio, a Embaixada de Israel no Brasil se manifestou sobre as recentes críticas à operação militar em Gaza, especialmente as proferidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi divulgada na noite de segunda-feira (2/6), mostrando a preocupação israelense diante do cenário político atual.

Em sua nota, a embaixada ressaltou a importância de não se deixar enganar pela propaganda do Hamas, sublinhando que tal retórica visa alimentar o antissemitismo e disseminar histórias falsas. “Infelizmente, existem aqueles que acreditam nessas mentiras, que estão prejudicando israelenses e judeus no Brasil e no mundo inteiro”, destacou o comunicado.

“Infelizmente, tem quem compre essas mentiras, que estão prejudicando israelenses e judeus no Brasil e no Mundo todo”, disse um trecho da nota.

O contexto se intensifica com as declarações recentes de Lula, que descreveu a situação em Gaza como “genocídio”. Durante a convenção do PSB em Brasília, o presidente leu uma nota do Ministério das Relações Exteriores, que condenava a criação de novos assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais. “O que nós estamos vendo é um Exército altamente profissionalizado matando mulheres e crianças indefesas na Faixa de Gaza”, afirmou Lula, desvelando seu posicionamento diante do conflito.

“Eu sei que tem muita gente que não gosta, mas eu quero dizer aqui também no PSB, isso não é uma guerra, é um genocídio”, acrescentou.

Essa manifestação da embaixada é um desdobramento esperado, dado o clima de estranhamento nas relações entre Brasil e Israel. A diplomacia israelense já havia expressado preocupação com as posições do governo Lula, interpretadas como um distanciamento crescente entre as duas nações.

Um exemplo disso foi a reação ao comentário do Itamaraty sobre a morte de um adolescente brasileiro em uma prisão de Israel, que gerou discussões entre representantes de ambas as nações. Desde que Lula II assumiu, a relação tem enfrentado tensões, resultando na retirada do embaixador brasileiro de Tel Aviv e no rótulo de “persona non grata” para o presidente do Brasil em Israel.

Atualmente, essa tensão já gera efeitos na prática. Com menos de dois meses para a aposentadoria do embaixador Daniel Zonshine, Israel corre o risco de ficar sem um representante de alto nível no Brasil. O novo indicado, Gali Dagan, ainda aguarda o consentimento do governo brasileiro para assumir o cargo.

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