Greve de caminhoneiros em MG: categoria ameaça nova paralização, caso a Vibra Energia não atenda reivindicações

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Os caminhoneiros que trabalham para a Vibra Energia suspenderam temporariamente a greve iniciada na madrugada de segunda-feira (9). Entretanto, a categoria não hesita em retomar a paralisação caso suas demandas não sejam atendidas.

Irani Gomes, presidente do Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtaque-MG), informou que a empresa se comprometeu a avaliar as solicitações até a próxima quarta-feira (11). Um grupo de caminhoneiros se concentrou nas proximidades da base da Vibra, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, sinalizando a seriedade da situação.

Gomes também fez um apelo ao Ministério dos Transportes, através da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pedindo uma fiscalização mais rigorosa para garantir o cumprimento das leis relacionadas aos serviços de frete, independente da empresa contratante.

Motivos por trás da greve dos caminhoneiros em Minas Gerais

Os transportadores reivindicam o cumprimento do Piso Mínimo de Frete, estabelecido na Lei 13.703/2018, e do Vale-Pedágio Obrigatório, conforme a Lei 10.209/2001, conforme regulamentação da ANTT. Irani Gomes enfatizou a importância dessas leis para a sobrevivência da categoria, ressaltando que o desrespeito a tais normas tem gerado prejuízos significativos para os profissionais.

“Com o descumprimento do Piso Mínimo de Frete e do Vale-Pedágio Obrigatório em Minas, os transportadores acumulam perdas incalculáveis. Exigimos o cumprimento imediato desses direitos e um reforço na fiscalização pela ANTT”, afirmou.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) também se pronunciou, afirmando que estava monitorando a situação e avaliando os impactos da paralisação.

Posicionamento da Vibra Energia sobre a greve

Em resposta, a Vibra Energia comunicou que está adotando medidas para minimizar riscos de desabastecimento, destacando que os contratos existentes com as empresas transportadoras continuam vigentes. “Os termos precisam ser respeitados, sob risco de sanções legais”, informou a empresa.

A situação permanece tensa e à espera de desdobramentos. O que você pensa sobre essa situação? Compartilhe sua opinião nos comentários! Sua voz é importante.

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