MPT investiga explosão de fábrica de fogos com duas mortes em Maragogipe

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Em uma tragédia que abalou a comunidade de Maragogipe, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) investiga a explosão devastadora de uma fábrica clandestina de fogos de artifício. O incidente, ocorrido no dia de São João, resultou na morte de dois irmãos que, após serem gravemente feridos, não resistiram às sequelas da explosão.

Os irmãos, João Vitor de Jesus Batista, de apenas 17 anos, e David Miguel de Jesus Batista, de 25 anos, sucumbiram após dias de hospitalização. Este triste evento ressalta os perigos da produção ilegal de fogos, uma prática que ignora a segurança e a vida de trabalhadores vulneráveis.

Em resposta a essa calamidade, o MPT intensificou suas operações na região. Com a colaboração de órgãos como a Polícia Civil e o Exército, foram apreendidos 2,8 milhões de fogos ilegais e realizadas prisões. As operações, especialmente “Brincar com Fogo” e “Em Chamas”, visam acabar com a persistente produção clandestina, que já levou a outras tragédias, como a explosão de 1998 em Santo Antônio de Jesus.

Além de Maragogipe, os esforços se estenderam a cidades vizinhas, onde materiais perigosos foram encontrados em locais inadequados, sob condições análogas à escravidão. As autoridades enfrentam um cenário alarmante: em vez de se concentrar em grandes fábricas, a produção se dispersou, com pequenos centros clandestinos surgindo em áreas rurais, colocando vidas em risco.

O grande desafio agora é identificar o responsável pela fábrica de Maragogipe. O MPT já moveu uma ação civil pública contra Gilson Froes Prazeres Bastos, um empresário ligado à tragédia de 1998, buscando uma indenização à sociedade e a proibição das atividades ilegais. Uma decisão recente já proíbe Gilson e seus sócios de atuar no setor, porém, as operações deste ano revelaram desrespeito a essa decisão, levando a novas multas.

É crucial que a sociedade se una nesse combate à produção clandestina, salvaguardando vidas e prevenindo novas tragédias. Sua opinião importa! O que você acha sobre essas ações do MPT e as condições de trabalho nas fábricas de fogos? Compartilhe seu pensamento nos comentários!

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