Vagas que exigem IA quadruplicam e mudam perfil do mercado de trabalho

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


ECONOMIA

Entre 2021 e 2024, oportunidades passaram de cerca de 19 mil para 73 mil, segundo levantamento da PwC

Filipe compara a Inteligência Artificial a ‘um terceiro braço

Filipe compara a Inteligência Artificial a ‘um terceiro braço –

O cenário do mercado de trabalho brasileiro está em transformação. Entre 2021 e 2024, o número de vagas que exigem conhecimentos em inteligência artificial saltou de cerca de 19 mil para 73 mil, segundo um levantamento da PwC em parceria com a Lightcast. Esse crescimento foi impulsionado principalmente por setores como tecnologia da informação, serviços financeiros, saúde e educação.

Se em 2021 essas oportunidades representavam apenas 0,3% do total de anúncios de emprego, em 2024 esse percentual subiu para 1,1%. Esse aumento reflete a consolidação da IA como um diferencial competitivo vital para a empregabilidade. A demanda crescente por profissionais com habilidades em machine learning, automação e IA generativa abrange tanto cargos técnicos quanto funções de apoio à tomada de decisão.

João Victor Sousa, animador e designer, destaca a importância de entender a IA no seu campo de atuação. Seu aprendizado nessa área não apenas melhorou sua produtividade, mas também o tornou um profissional mais valorizado. “Quem não busca entender como a IA funciona fica anos-luz atrás”, afirma. Ele utiliza a tecnologia para tarefas como correção de textos e criação de imagens, intensificando sua relevância no mercado.

Por outro lado, Rodrigo Urbano, ilustrador e criador do estúdio BonoboIA, observa que a IA está transformando funções e não apenas substituindo empregos. “Cerca de 25% dos empregos já possuem alguma exposição à IA generativa”, explica. As habilidades em engenharia de prompts e análise de dados tornam-se essenciais, permeando áreas que antes não estavam diretamente relacionadas à tecnologia.

O diretor de arte Filipe Monet relata como a IA se tornou uma extensão do seu processo criativo, permitindo a otimização de suas entregas e aumentando sua qualidade. “É como se fosse um terceiro braço”, afirma. Essa abordagem tem impactado diretamente seu reconhecimento profissional e motivado a ampliação de seus contratos.

Roberta Rosenburg, especialista em desenvolvimento de lideranças, reforça que o primeiro passo para dominar essas tecnologias é ter curiosidade e disposição para aprender. Ferramentas como o ChatGPT são essenciais para explorar novas possibilidades e integrar a IA ao cotidiano profissional.

Na Bahia, iniciativas como o Programaê e BAH.IA buscam ampliar a capacitação em IA, oferecendo cursos gratuitos e formação de profissionais qualificados. Além disso, plataformas como Google e Coursera oferecem recursos acessíveis para quem deseja aprofundar seus conhecimentos.

Apesar do crescimento da IA, competências humanas como empatia e inteligência emocional continuam a ser valorizadas por empresas. Juliana Algodoal, PhD em Análise do Discurso, ressalta que a tecnologia pode otimizar tarefas, mas não substitui a conexão humana. “Relacionamentos são construídos por pessoas”, conclui.

Como você tem utilizado a inteligência artificial no seu trabalho? Compartilhe sua experiência e ajude outros a entender a importância dessa transformação!

“`

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...