Mesmo liderando em índices de violência, Bahia é apenas 15º em número de detentos enviados a presídios federais

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A Bahia, embora figurando entre os estados mais violentos do Brasil, com o maior número de homicídios e mortes resultantes de ações policiais, apresenta uma curiosa realidade: ocupa apenas a 15ª posição em relação ao número de detentos enviados para presídios federais. De acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), cerca de 12 detentos baianos estão sob a gestão do sistema prisional federal, um número que deixa o estado atrás de outros do Nordeste, como Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará.

Essas informações foram obtidas pela organização Fiquem Sabendo, que se dedica à transparência pública, através da Lei de Acesso à Informação. Os dados foram coletados em junho de 2025, englobando cinco unidades prisionais federais e revelando uma situação preocupante, mas que ainda carece de detalhes substanciais, como tipos de crimes cometidos e perfis dos presos. No sistema federal, apenas 508 detentos possuem condenação vigente, enquanto 28 encontram-se em estado provisório.

O Atlas da Violência posiciona a Bahia como líder em homicídios no país entre 2015 e 2023, com 61.249 assassinatos — 16 mil a mais que o segundo colocado, o Rio de Janeiro. Ademais, o estado também se destaca pela alta taxa de mortes em ações policiais, contabilizando 1.699 casos apenas em 2023, uma ocorrência que tem crescido ano após ano. O Mapa da Segurança Pública 2024 reforça essa tendência, revelando que a Bahia registrou 1.701 vidas perdidas em intervenções policiais, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

Em contrapartida, a Bahia conta com 24 unidades prisionais operacionais, medida pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap-BA). Dentre elas, nove estão localizadas na capital, Salvador, e 15 no interior. Este sistema, embora grande, ainda enfrenta desafios significativos em termos de gestão e segurança.

Diante dessa situação alarmante, é fundamental refletir sobre o futuro das políticas de segurança e o papel do sistema penitenciário na Bahia. Como você vê essa realidade? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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