Reações da oposição a favor de Bolsonaro esbarram em falta de apoio

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As recentes reações da oposição no Congresso, após a operação da Polícia Federal que visou o ex-presidente Jair Bolsonaro, revelam um cenário complexo. A tentativa inicial de suspender o recesso informal do Legislativo para apoiar Bolsonaro foi prontamente barrada pelos líderes da Câmara e do Senado, que reafirmaram que os trabalhos somente retornarão em 4 de agosto.

Apesar da oposição solicitar uma mobilização imediata, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Paulo Bilynskyj, convocou uma reunião para discutir uma “moção de apoio” a Bolsonaro, afirmando que não haveria necessidade de cancelar o encontro, a não ser por um ato oficial da Mesa Diretora.

O clamor da oposição é claro: eles defendem a reabertura das comissões de Segurança Pública e Relações Exteriores para discutir o que consideram abusos judiciais contra eles. Em uma declaração contundente, o grupo qualificou a ação contra Bolsonaro como um “episódio de perseguição política disfarçada de justiça”, e exigiu que o Congresso atue contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O próximo encontro do PL e do Novo em Brasília será crucial para discutir estratégias a seguir. Entre os tópicos em pauta está a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre abuso de autoridade, embora o presidente da Câmara tenha demonstrado resistência a CPIs em tempos de divisão política.

Atualmente, a proposta com mais chances de ser aprovada é aquela que limita decisões monocráticas dos ministros do STF. Este projeto já avançou no Senado e está à espera de votação na Câmara, destacando-se entre as preocupações legislativas da oposição.

No entanto, as dificuldades do PL para emplacar sua agenda já ficou evidente com a proposta de anistia a condenados pelos acontecimentos de 8 de janeiro, quenão avançou no último semestre. Apesar do esforço para buscar apoio, a falta de consenso e os acontecimentos instáveis sugerem que o caminho adiante continua repleto de desafios.

Diante deste cenário, que outras estratégias você acredita que a oposição pode adotar? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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