Da periferia ao Ártico: duas bolsistas partem em expedição ao extremo do planeta

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Quando o sonho encontra a oportunidade, a vida se transforma. Este é o relato emocionante de duas estudantes, Thaíssa Mendes e Maria Karollina Gonçalves, que partem da periferia do Distrito Federal rumo ao Círculo Polar Ártico. A expedição científica, organizada pela Universidade Católica de Brasília (UCB), marca não apenas uma oportunidade única para coletar amostras de briófitas — plantas com potencial revolucionário em tratamentos de câncer e na indústria de cosméticos —, mas também um marco na trajetória de duas jovens que há cinco anos jamais imaginaram ser possível.

A viagem, que começa neste sábado (26/7), é a primeira experiência internacional dessas universitárias. Ambas estudam com bolsa 100% pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni) e têm suas passagens e estadia cobertas pela UCB. O contraste entre suas realidades atuais e suas origens no ensino público é avassalador. “Cinco anos atrás, estava longe de imaginar que poderia cursar uma faculdade, quanto mais viajar para o Ártico”, compartilhou Thaíssa, de 22 anos, que atualmente estuda farmácia.

Por sua vez, Maria Karollina, de 30 anos e agora aluna de odontologia, expressa gratidão pela chance que teve de mudar sua vida e da mãe que sempre sonhou com um futuro melhor para ela. “Ela sempre quis que eu tivesse oportunidades que ela não teve”, comentou Karol, emocionada. O apoio incondicional da mãe a mantém firme em sua decisão. “Se não estou feliz, posso mudar. O que importa é seguir meu sonho”, complementa.

Os professores responsáveis pela expedição, Marcelo Ramada e Stephan Dohms, já realizaram diversas viagens ao Ártico e sabem o valor do que essa experiência proporcionará para as alunas. O projeto Briotech, do qual fazem parte, visa estudar as briófitas, que possuem características que podem ser aplicadas na biotecnologia e na agricultura, tornando-se essenciais em um mundo em constante mudança.

As briófitas, conhecidas por sua resistência, podem suportar temperaturas extremas e oferecem uma rica diversidade química que pode resultar em novas descobertas científicas. Durante a coleta, o grupo não só atenderá às demandas científicas, mas também representará o Brasil em um encontro diplomático com a Embaixada em Helsinque, ressaltando a importância da pesquisa de base no fortalecimento de laços internacionais.

A aventura no Ártico não é apenas uma expedição científica, mas um símbolo de superação, resiliência e esperança. Ao olharem para trás, Thaíssa e Maria Karollina reconhecem os desafios enfrentados e celebram as conquistas que, como a expedição ao extremo do planeta, parecem cada vez mais ao alcance de suas mãos. O que elas dirão ao retornar? Que mensagem desejam deixar para quem ainda duvida de suas capacidades? Comente abaixo e compartilhe suas reflexões sobre essa jornada e suas próprias histórias de superação!

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