EUA bombardeiam principal centro petrolífero do Irã no Golfo

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Em meio a duas semanas de conflito no Golfo, os Estados Unidos afirmam ter bombardeado Kharg, o principal centro de exportação de petróleo do Irã, e avisaram que podem atacar infraestruturas de produção caso Teerã continue bloqueando o estreito de Ormuz. O presidente Donald J. Trump afirmou, em tom firme, que os EUA “aniquilaram” alvos militares na ilha e sinalizou que medidas para proteger a passagem de navios podem ser retomadas de imediato se houver novas agressões.

Kharg é uma faixa de terra com arbustos situada ao norte do Golfo, a cerca de 30 quilômetros da costa, que abriga o maior terminal de exportação de petróleo do Irã. A localização estratégica da ilha a coloca no centro de uma crise que afeta diretamente o fluxo global de petróleo e pode influenciar os preços internacionais da energia.

Segundo Trump, a Marinha americana começaria em breve a escoltar petroleiros em Ormuz, passagem crucial pela qual transitam cerca de 20% da produção mundial de hidrocarbonetos. O anúncio ocorreu após o governo ter repetido que a intervenção visa proteger o tráfego marítimo e responder à escalada das hostilidades no Golfo, que até então não cedeu.

No dia anterior, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que a república islâmica “abandonará toda moderação” se os Estados Unidos e Israel atacarem as ilhas do Golfo. Esse tom de alerta mostra o acirramento das posições, em meio a uma guerra que se estende por todo o Oriente Médio e ameaça o comércio regional e mundial.

Após duas semanas de confrontos, as ofensivas entre as regiões continuam sem sinal evidente de trégua. O Irã mantém ataques aéreos contra alvos em países vizinhos do Golfo, enquanto o Ocidente alerta para impactos nesse cenário volátil. A incerteza também se reflete no mercado global, com a volatilidade dos preços do petróleo à medida que a produção e o transporte sofrem interrupções.

Jornais e agências internacionais, entre eles a AFP, relataram explosões próximas a Doha, no Catar, logo após ordens de evacuação de áreas em algumas cidades. O rugido de explosões e a mobilização militar aumentam o temor de uma escalada regional capaz de desorganizar cadeias de abastecimento e pressionar ainda mais as cotações de energia, já sensíveis a qualquer sinal de erro ou bloqueio de rotas estratégicas.

A tensão gira em torno de Ormuz, cuja importância não se resume ao Golfo: é uma artéria que sustenta uma parcela vultosa da oferta mundial de petróleo, tornando o conflito um tema central para mercados, governos e companhias de energia. Enquanto as partes não recuam, o temor de repique inflacionário e de interrupções adicionais no fornecimento permanece alto, alimentando uma cobertura constante de especialistas, governos e investidores.

Diante do cenário, calles e perguntas sobre o desfecho do impasse ficam no ar. Como leitor, você acompanha de perto esse conflito e pode compartilhar suas perspectivas: quais impactos você prevê para o preço do petróleo nos próximos dias, e que passos diplomáticos poderiam conter a escalada no Golfo? Deixe seu comentário abaixo com suas opiniões e análises.

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