Resumo: O Conselho da Paz, criado por Donald Trump para a reconstrução de Gaza, enfrenta gravíssimas dificuldades financeiras e dúvidas sobre transparência. Segundo o Financial Times, nenhuma doação relevante chegou e os recursos aparecem apenas em uma conta no JPMorgan, sem mecanismos independentes de controle. A ideia de um assento permanente já é cercada de custo de US$ 1 bilhão, alimentando ceticismo entre governos que estudam participar.
O órgão foi lançado em janeiro com a promessa de atuar além de Gaza, porém não é reconhecido pela ONU como um plano oficial. Trump pretende conduzi-lo mesmo após deixar a Casa Branca, apresentando o Conselho como uma alternativa a estruturas internacionais existentes para buscar paz e governança estável nas regiões afetadas por conflitos.
Relatos do Financial Times indicam que as doações vão diretamente para uma conta no JPMorgan, sem um mecanismo independente de transparência. O escritório do Alto Representante, Nikolai Mladenov, recebe apenas pagamentos mínimos, mantendo a operação em funcionamento sem garantias de fiscalização robusta.
Entre as propostas, está o custo de um assento permanente no Conselho, estimado em US$ 1 bilhão. A discussão ganhou tração entre alguns aliados, mas houve resistência: a Indonésia afirmou que não pagaria esse valor. No Palco regional, os Emirados Árabes Unidos já destinam US$ 100 milhões para uma força policial em Gaza, dinheiro que permanece congelado até novas deliberações. Para a reconstrução, uma estimativa de US$ 71,4 bilhões nos próximos dez anos foi apontada pela ONU e pela UE.
A proposta de Trump, apresentada como substituto da ONU para questões de paz, é alvo de críticas sobre viabilidade e governança. O texto de fundação do Conselho descreve-o como uma organização internacional voltada a promover estabilidade e legitimidade, mas a falta de recursos estáveis e a ausência de transparência colocam em xeque sua credibilidade entre moradores da região e parceiros internacionais.
Meta descrição: O Conselho da Paz, iniciativa de Donald Trump para Gaza, navega por financiamento zero, transparência duvidosa e resistência de aliados, enquanto o mundo acompanha as estimativas de reconstrução que chegam aos trilhões de dólares.
