Jogador baiano transforma sonho pessoal em projeto para dar visibilidade ao futsal de atletas com nanismo

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Gabriel Cerqueira, atleta baiano com nanismo, transforma o futsal em espaço de identidade e resistência. Ao lado da União Baiana, ele avança para consolidar seu espaço na Seleção Brasileira e sonhar com a Copa do Mundo no Marrocos, levando o paradesporto a ganhar voz no cenário nacional.

Desde a infância, o esporte foi o eixo da vida dele. “É na quadra e no campo que eu consigo me encontrar e ser eu de verdade”, afirma Gabriel, que encara as barreiras impostas pela sociedade com determinação e foco.

Como atleta de alto rendimento, ele busca manter a posição na Seleção Brasileira e participar da Copa do Mundo da modalidade, prevista para acontecer no Marrocos. Ano passado, atuando pela seleção, Gabriel integrou o elenco que ficou em terceiro na Copa América; agora, a meta é levar a taça mundial ao país africano.

Há cerca de três meses, Gabriel e o pai deram vida à União Baiana, primeira equipe do estado formada exclusivamente por atletas com nanismo. O sonho pessoal se transformou em projeto institucional de impacto nacional, fortalecendo um movimento de inclusão no futsal.

O nascimento da União Baiana marcou um novo capítulo. O time, apoiado pela família e com suporte do Governo da Bahia, já disputou a Copa Brasil de Pessoas com Nanismo e conquistou bronze na estreia, no Rio de Janeiro. A experiência mostrou que, com organização e visibilidade, o paradesporto pode avançar rapidamente.

Hoje, a equipe reúne cinco atletas da Bahia, com o restante do elenco distribuído por outros estados. A diretoria planeja atrair mais talentos locais, territorializar o clube e, no futuro, abrir uma sede própria em Salvador, tornando a União Baiana uma referência nacional de futsal inclusivo.

Apesar do início promissor, Gabriel admite os obstáculos: a escassez de patrocínio e de incentivo comercial ainda são grandes entraves. Muitos projetos inclusivos no Brasil sobrevivem pela força de vontade, sem estrutura sólida. A formalização com CNPJ e o processo de federação são passos para melhorar esse cenário.

“Quando existe patrocínio, os atletas ganham oportunidades e o esporte inclusivo ganha voz. Esse incentivo transforma a sociedade. Queremos que a União Baiana seja referência para as futuras gerações, para que crianças com nanismo cresçam sabendo que podem competir, conquistar objetivos e viver o esporte de forma digna e profissional”, afirma Gabriel.

E você, já conhecia histórias como a de Gabriel? Deixe seu comentário e trate de como o futsal inclusivo pode inspirar mais jovens a lutar por seus sonhos.

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