Procuradora alerta que feminicídio pode ser evitado e não só remediado

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O Brasil enfrenta uma contradição alarmante: enquanto a violência geral apresenta uma queda, os casos de feminicídio continuam a aumentar. Em 2024, pelo Anuário da Segurança, a cada hora, 29 mulheres sofrem lesões dolosas em contextos de violência doméstica, e ao menos 10 enfrentam perseguições. Esses números revelam uma realidade angustiante: muitas dessas mulheres são atacadas mesmo sob medidas protetivas.

Durante uma participação no programa do Noblat, a procuradora de justiça do Ministério Público de São Paulo, Nathalie Malveiro, destacou a necessidade de uma abordagem proativa na luta contra o feminicídio. A lei Maria da Penha, reconhecida por seus instrumentos modernos de proteção, não é suficiente se o Estado apenas reage após a violência ser consumada.

“A Lei Maria da Penha é uma legislação extremamente moderna, ela traz todos os instrumentos de proteção para as mulheres. O problema é que nós vemos sempre o campo político reagindo a uma situação dessas com aumento de pena. Isso não vai solucionar”

Nathalie também abordou a complexidade dessa violência, apresentando dados do anuário que mostram um aumento de 61% nas intervenções policiais em São Paulo. Esses números não refletem apenas uma questão estatística, mas o clamor por uma mudança na forma como o sistema lida com casos de violência contra a mulher.

Essa é uma chamada para todos nós: precisamos exigir um compromisso real com a prevenção e a proteção das mulheres em nosso país. Assista ao vídeo abaixo e compartilhe sua opinião sobre como podemos agir efetivamente para mudar essa realidade:

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