Ex-prefeito preso por fraude em licitação de R$ 120 milhões é solto

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Ex-prefeito de Lajeado é solto e Operação Lamaçal investiga uso de recursos federais após enchentes

Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado (RS), foi solto na noite desta segunda-feira (2/3) após decisão da Justiça Federal. O pedido de não prorrogação da prisão foi apresentado pela Polícia Federal (PF) após depoimento na segunda-feira. A medida marca o desdobramento de uma investigação que envolve a Operação Lamaçal, deflagrada pela PF para apurar suspeitas de desvio de recursos federais repassados ao município após as enchentes de maio de 2024.

À época, a cidade enfrentava situação de calamidade pública durante a gestão do então prefeito. Os dois — Caumo e uma empresária presa na mesma operação — seguem investigados e estão proibidos de manter contato com outros envolvidos.

Segundo a PF, há indícios de irregularidades em contratos firmados para a prestação de serviços terceirizados nas áreas de assistência social, como psicólogos, assistentes sociais, educadores sociais, auxiliares administrativos e motoristas. A contratação ocorreu mediante dispensa de licitação, sob justificativa de urgência decorrente da tragédia climática.

A apuração aponta que a empresa investigada pode ter sido contratada sem comprovar a proposta mais vantajosa para a administração pública. Também há suspeitas de que os valores pagos estejam acima do preço de mercado. O montante inicial dos contratos sob análise soma cerca de R$ 120 milhões.

A primeira fase da Operação Lamaçal foi deflagrada em 11 de novembro de 2025, em ação conjunta da PF com a Controladoria-Geral da União (CGU). Naquele momento, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 10 veículos e bloqueio de até R$ 4,5 milhões em ativos. Os recursos investigados são oriundos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) e destinados ao atendimento emergencial da população afetada pelas enchentes.

Essa apuração aponta para possíveis desvios na aplicação de recursos federais destinados à assistência social da cidade, gerando dúvidas sobre os critérios e a transparência na contratação de serviços essenciais no período de calamidade.

E você, o que pensa sobre o uso de recursos públicos em situações de calamidade? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você acha que cidades podem garantir mais transparência nessas ações.

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