Rússia diz que mantém ‘compromisso’ com a paz após ataques que deixaram 25 mortos na Ucrânia

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Na madrugada de 29 de julho de 2025, a Rússia lançou um ataque devastador contra a Ucrânia, utilizando dois mísseis e 37 drones, resultando na trágica morte de pelo menos 25 civis, incluindo uma jovem mulher grávida de 23 anos, e ferindo cerca de 50 pessoas. Este ataque ocorreu dias após os Estados Unidos pressionarem Moscou a pôr fim à invasão, estabelecendo um novo prazo ao presidente russo, Vladimir Putin.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu o ataque a uma colônia penal na região de Zaporizhzhia como um ato “deliberado e intencional”. Apesar da gravidade da situação, o Kremlin insistiu que seu Exército só visa “infraestruturas militares”, negando a ocorrência de alvos civis. As imagens da colônia mostram a destruição, com janelas quebradas e destroços espalhados. Contudo, o Ministério da Justiça da Ucrânia garantiu que não há risco de fuga dos detentos.

Em resposta às agressões, o chefe da administração presidencial da Ucrânia, Andrii Yermak, alertou sobre as consequências econômicas e militares que o regime de Putin enfrentará. O comissário ucraniano de direitos humanos, Dmytro Lubinets, denunciou a violação grave do direito humanitário internacional, relembrando que detentos não perdem o direito à proteção durante conflitos.

Em um contexto mais amplo, a Força Aérea Ucraniana confirmou que 32 dos drones lançados foram interceptados. Na região de Kharkiv, ataques russos resultaram em mais mortes, enquanto um ataque ucraniano em Rostov causou uma fatalidade em solo russo. Apesar da escalada de violência, o Kremlin reiterou seu “compromisso com a paz”, afirmando que tomaria em conta o ultimato de Trump, mas manteve a posição de que seus interesses devem ser preservados.

Moscou continua a exigir que Kiev ceda quatro regiões e renuncie à adesão à OTAN. As negociações diretas realizadas recentemente em Istambul foram breves e sem resultados significativos, com foco apenas na troca de prisioneiros. A relação entre Washington e Moscou se deteriora, mas o Kremlin expressa interesse em um futuro diálogo que promova uma nova dinâmica.

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