Comissão da AL-BA discute melhorias no serviço do Planserv e falta de voos domésticos na Bahia

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A Comissão de Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) voltou a abordar dois assuntos que afetam diretamente o consumidor baiano: os serviços prestados pelo Planserv, plano de saúde dos servidores públicos estaduais, e a oferta de voos domésticos. A reunião foi realizada na manhã desta quarta-feira (6), na AL-BA.

O deputado Tiago Correia (PSDB), vice-presidente da comissão, cobrou do governo do Estado uma posição sobre o Planserv e lembrou que, há mais de 60 dias, a ALBA realizou audiência pública para debater o assunto, sem que até o momento houvesse uma resposta oficial. 

Em 27 de maio, a Comissão de Saúde e Saneamento realizou o encontro, proposto pelos deputados José de Arimateia (Republicanos) e Jordávio Ramos (PSDB). O tucano afirmou que, 70 dias depois, “o sistema não fez ajustes, não melhorou a cobertura e não presta um bom atendimento aos 500 mil associados”.

Segundo Tiago, várias solicitações de ampliação da rede de atendimento do plano foram encaminhadas, mas até agora não houve resposta positiva do governo. “O atendimento está limitado a poucas unidades de saúde”, disse o parlamentar, criticando também a qualidade dos serviços ofertados.

“A solução do problema é urgente”, pontuou. Ele recebeu o apoio do presidente do colegiado, Júnior Muniz (PT), para quem “o Planserv deixa a desejar”.

VOOS DOMÉSTICOS
Em outro momento da sessão, o deputado Pedro Tavares (União) voltou a criticar a falta de voos domésticos na Bahia e denunciou que não tem passagens. Para ele, os valores cobrados pelas companhias aéreas nos voos domésticos seriam suficientes para viajar ao exterior.

“E, quando tem, são caras. Não dá mais para aguentar o descaso das companhias com a Bahia. É uma vergonha, um absurdo”, disse o deputado.

Além dos preços, Tavares criticou o longo percurso que os consumidores são obrigados a enfrentar quando precisam ir ao interior do Estado. “São mais de seis horas para chegar a Ilhéus de veículo, quando seriam gastos apenas 45 minutos se houvesse voo”, disse.

O presidente Júnior Muniz reforçou a queixa e pontuou que, para chegar ao município de Côcos, no interior do Estado, são gastos 20 horas de carro.

Ainda durante a reunião desta quarta-feira, a Comissão recebeu dois requerimentos para a realização de audiências públicas. Um, protocolado pelo deputado Bobô (PCdoB), convida o colegiado a participar de audiência pública conjunta com a Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo para debater os desafios enfrentados pelos bancários baianos do setor privado.

O segundo requerimento, do deputado Dr. Diego Castro (PL), tem como tema as condições de trabalho, a remuneração e a importância dos Agentes de Proteção de Menores do Estado. As solicitações deverão ser votadas na próxima reunião do colegiado.

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