Ataques a ônibus: após 2 meses e prisões, cidade de SP tem novos casos

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Após quase dois meses de ataques sistemáticos a ônibus em São Paulo, a capital enfrenta uma nova onda de vandalismo, com novas ocorrências diariamente. Na última quinta-feira, quatro coletivos foram depredados, levando o total para alarmantes 612 incidentes registrados.

As informações foram atualizadas pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e pela SPTrans, que manifestaram repúdio aos atos de vandalismo e se comprometeram a fornecer todos os dados necessários para as investigações.

ataque onibus concreto

Enquanto a investigação se desenrola, a Polícia Civil já prendeu 23 suspeitos, incluindo Edson Aparecido Campolongo, acusado de 18 ataques, e seu irmão, Sergio, que participou de pelo menos dois deles. As autoridades estão intensificando o patrulhamento e implementando a “Operação Impacto – Proteção a Coletivos” para garantir a segurança nos transportes públicos.

De acordo com o diretor do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic), diversas hipóteses estão sendo consideradas como motivação para os ataques, incluindo rivalidades entre empresas de ônibus e desafios de internet. No entanto, a investigação ainda não confirmou uma linha principal, embora a possibilidade de uma ação orquestrada por organizações criminosas tenha sido descartada por enquanto.

O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, também mencionou a possibilidade de desafios online como fator de instigação. Enquanto isso, o prefeito Ricardo Nunes expressou frustração com a lentidão das investigações e a dificuldade em identificar os responsáveis.

A SPTrans recomenda que as concessionárias notifiquem imediatamente a Central de Operações sobre qualquer ocorrência. Além disso, os ônibus danificados devem ser substituídos por veículos de reserva para garantir a continuidade do serviço prestado aos passageiros.

A segurança dos passageiros é uma prioridade e a presença de agentes da Guarda Civil Metropolitana nos coletivos tem como objetivo coibir esses atos de vandalismo. A luta contra essa onda de ataques continua, e a população é convidada a se manifestar sobre o que pensa e como isso afeta seu dia a dia.

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