Integrante de grupo que fraudava imposto fingia ser servidor público

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No coração de Goiás, uma teia de fraudes se desenrolava sob os olhos descuidados da sociedade. O Ministério Público de Goiás (MPGO) desmantelou um esquema de sonegação onde um dos integrantes se camuflava como um servidor público, usando essa identidade falsa para conquistar a confiança de suas vítimas.

Esse indivíduo, que se apresentava como assessor da Procuradoria da Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO), não hesitou em criar uma credencial em seu nome, utilizando essa fachada para manipular suas vítimas. Ao se autodenominar “rapaz da Sefaz”, ele enganou muitos, prometendo serviços que nunca deveria oferecer, em benefício próprio e causadores de danos às vítimas e ao Estado.

Embora sem qualquer vínculo funcional com as instituições que mencionava, o denunciado contava com outros cúmplices que realmente ocupavam cargos públicos, como uma tabeliã e um procurador da ALEGO. Ambos foram acusados de violar seus deveres funcionais ao facilitar o acesso do grupo criminoso às dependências da Assembleia, conferindo ao esquema uma aparência de legitimidade.

O golpe era meticulosamente estruturado, com divisões claras de tarefa entre os membros do grupo. O cerne do esquema envolvia a falsificação de documentos que detalhavam o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD), permitindo que valores inferiores fossem recolhidos em relação ao que realmente era devido ao Estado.

A saga de fraudes ganhou contornos ainda mais sombrios quando uma família de irmãos, em busca de doações de terras, se deparou com o “rapaz da Sefaz”. Enganados por promessas de um imposto reduzido, um dos irmãos se viu envolto em reuniões que buscavam apenas legitimar um esquema fraudulento. Quando a vítima hesitou em prosseguir, o grupo passou a ameaçá-la, insinuando que reavaliariam suas propriedades, o que elevaria o imposto a valores exorbitantes caso não pagassem uma propina. Este cenário de terror acabou levando os irmãos a cederem, pagando R$ 800 mil por um serviço que deveria ser legítimo.

Após a operação policial que prendeu cinco integrantes do esquema, a defesa do procurador implicado negou as acusações e contestou a validade das provas utilizadas. A Assembleia Legislativa se declarou ignorante sobre os acontecimentos e afirmou não se responsabilizar por atos ilícitos de seus servidores. No entanto, o advogado do procurador alegou que as quantias recebidas eram, na verdade, honorários advocatícios por serviços prestados legitimamente.

Essa história revela uma profunda corrupção enraizada nas instituições, lembrando-nos da importância de manter a vigilância sobre aqueles que detêm o poder. O que você pensa sobre essa situação? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

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