Quem é o corregedor que vai analisar punições a deputados por motim

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Na Câmara dos Deputados, um momento decisivo se aproxima. O deputado federal Diego Coronel (PSD-BA) foi encarregado de investigar as representações de afastamento de 14 colegas que, na última semana, obstruíram os trabalhos da Casa. Como corregedor, Coronel deve se manifestar sobre os pedidos de suspensão e cassação em até 48 horas, a partir da manhã desta segunda-feira (11/8).

Deputados da oposicao ocupam a Mesa do Plenario da Camara 2

Diego Coronel, filho do senador Angelo Coronel, é um parlamentar em ascensão. Desde sua eleição em 2022, ele tem demonstrado um forte compromisso com as questões da segurança pública e do agronegócio, integrando as respectivas bancadas. Com uma carreira que inclui mandatos como deputado estadual e prefeito de Coração de Maria, Coronel traz uma bagagem significativa. Ele preside a Corregedoria desde abril de 2025, um papel crucial que o coloca no centro de discussões sobre o decoro parlamentar.

Recentemente, a Mesa Diretora, sob a liderança do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu encaminhar os casos à Corregedoria após deputados se recusarem a sair da mesa durante a retomada das sessões. Foram apresentadas representações que pedem afastamento de até seis meses, refletindo a gravidade da situação e a tensão palpável no Congresso.

Entre os deputados alvos das representações estão nomes como Sóstenes Cavalcante, Nikolas Ferreira, e Bia Kicis. Estes parlamentares solicitaram a votação imediata de medidas polêmicas, incluindo um projeto de anistia para os envolvidos em incidentes ocorridos em 8 de janeiro, entre outras propostas que geraram controvérsia e divisões.

O trâmite das punições começa com a análise das representações por Coronel, que terá 48 horas para enviar seu parecer à Mesa Diretora. A partir daí, o comando da Casa determinará se enviará ou não o pedido ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. A decisão final, que pode incluir o afastamento, requer maioria absoluta da Mesa.

O Conselho de Ética, presidido por Fabio Schiochet (União Brasil-SC), será responsável por definir as punições. Aqui, a possibilidade de recurso ao plenário mantém a tensão nas interações políticas. Se a Corregedoria decidir que não houve transgressão, as representações poderão ser arquivadas.

A situação está se desenrolando rapidamente e promete impactar as dinâmicas da Câmara. Que reviravoltas se seguirão? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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