EUA cancelam vistos da filha e da esposa do ministro Alexandre Padilha

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Os Estados Unidos tomaram uma medida significativa ao cancelar os vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O próprio ministro, que teve seu visto expirado desde 2024, não pode ser afetado por essa decisão. A revogação dos vistos ocorreu em meio a um contexto mais amplo, no qual o governo Trump decidiu barrar os documentos de diversos funcionários brasileiros envolvidos no programa Mais Médicos.

Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA justificou a ação afirmando que esses servidores colaboraram em um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano”. Entre os afetados estão Mozart Julio Tabosa Sales, responsável pela Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, atual coordenador-geral da COP30, ambos ex-assessores da pasta.

O programa Mais Médicos, criado em 2013 durante a administração da ex-presidente Dilma Rousseff, busca levar atendimento a regiões remotas do Brasil. Em sua implementação, médicos cubanos participaram do esforço por meio da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Apesar das dificuldades, Padilha manifestou confiança de que o programa resistirá aos ataques e desafios impostos.

Esse movimento dos EUA faz parte de uma estratégia de longa data, que tenta restringir a colaboração de países que recebem médicos cubanos, em uma tentativa de minar o regime cubano que perdura desde a Revolução de 1959. O programa cubano já enviou 605 mil médicos para 165 países ao longo das décadas, incluindo nações como Portugal e Espanha.

No Brasil, após mudanças ocorridas durante o governo Bolsonaro, o programa foi rebatizado de Médicos pelo Brasil e deixou de contar com a parceria da Opas. Sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, o Mais Médicos foi revisado e expandido, priorizando profissionais brasileiros e abrangendo outras áreas de saúde, como enfermagem e serviço social.

Essa situação revela as tensões políticas e as complexidades que envolvem a saúde pública e a cooperação internacional. O que você pensa sobre essas medidas e seu impacto futuro? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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