Congo: Promotoria pede pena de morte para ex-presidente Joseph Kabila

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A Promotoria da República Democrática do Congo (RDC) solicitou, na sexta-feira (22/8), pena de morte para o ex-presidente Joseph Kabila, que está sendo julgado à revelia por suposta cumplicidade com o grupo armado M23, apoiado por Ruanda.

O general Lucien René Likulia, do Ministério Público, pediu aos juízes do Supremo Tribunal Militar que condenem Kabila por “crimes de guerra, traição e organização de um movimento insurrecional”. Além da pena capital, ele solicitou 20 anos de prisão por “apologia de crimes de guerra” e 15 anos por “conspiração”.

Kabila, que vive fora do país há mais de dois anos, esteve em Goma, região dominada pelo M23, no final de maio. Durante sua visita, ele se encontrou com representantes políticos e da sociedade civil, afirmando que seu objetivo era “contribuir para o retorno da paz” à RDC.

Após essa visita, o ex-presidente não foi mais visto no país. O julgamento começou em 25 de julho em Kinshasa. A cidade do leste do Congo, rica em recursos naturais e vizinha a Ruanda, tem enfrentado conflitos há três décadas, e a situação tem se agravado com a atuação do M23, que controla Goma e Bukavu.

A promotoria alegou que a violência do M23 causou “enormes danos” ao país e apontou a “responsabilidade criminal e individual” de Kabila. Segundo o general Likulia, o ex-presidente teria planejado um golpe contra o atual líder, Félix Tshisekedi, que assumiu após uma eleição contestada em 2019.

A acusação sustenta que Kabila tentou derrubar o regime atual com ajuda de Corneille Nangaa, líder da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) em 2018. Em 2023, ele teria se aliado ao M23, tornando-se líder da Aliança do Rio Congo (AFC).

O desdobramento desse caso promete impactar significativamente a política da República Democrática do Congo. O que você acha da situação de Kabila e das suas acusações? Deixe sua opinião nos comentários.

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